Taxa de rejeição: a métrica que indica se sua audiência está interagindo com seu conteúdo

Taxa de Rejeição: o que é, para que serve e como diminuir a sua

Se você está em dúvida se está publicando o tipo de conteúdo certo para conquistar a sua audiência, a taxa de rejeição pode te ajudar.

Antes de te explicar exatamente o que é essa métrica, você precisa entender que não adianta investir em marketing de conteúdo se não consegue captar a atenção do seu público.

Isso porque essa estratégia só é eficiente se os usuários estão consumindo o que você produz, navegam pelo seu site e interagem com o seu negócio.

Se, ao contrário, várias pessoas chegam até o seu site, mas saem antes mesmo ver a página até o final, pode ser um sinal de que o que você está publicando não é atrativo.

A consequência é que você perde a oportunidade de educar e nutrir o seu público sobre a necessidade e os benefícios do seu produto ou serviço.

Com isso, você provavelmente conquistará menos potenciais clientes e futuramente o seu número de vendas pode estagnar ou até mesmo diminuir.

E como você faz para evitar tudo isso?

A taxa de rejeição é uma das formas de saber se suas páginas estão cumprindo bem o papel delas.

E, neste artigo, eu vou te explicar exatamente o que é essa métrica.

Além disso, você verá:

  • o que é a taxa de saída;

  • por que é importante acompanhar a taxa de rejeição;

  • como medi-la;

  • e 10 dicas para diminuir a taxa de rejeição.

O que é taxa de rejeição?

O que é taxa de rejeição?

Taxa de rejeição ou bounce rate é um indicador que mostra o percentual de visitantes de uma página que a acessam e saem dela sem realizar alguma interação.

Ou seja, se uma pessoa chega ao seu site por meio de uma busca do Google e não clica em nenhum link para ir para outra página dentro do site, conta como uma rejeição.

Mas isso não significa que o visitante não leu e compreendeu o conteúdo da página ou mesmo se ficou insatisfeito.

Só significa que ele não realizou nenhuma interação com o seu site.

Por isso a análise da taxa de rejeição fica mais completa quando realizada em conjunto com outros indicadores, como a taxa de saída.

Taxa de rejeição é a mesma coisa que taxa de saída?

A taxa de saída indica o percentual de pessoas que deixaram o seu site a partir de uma determinada página.

Pensa comigo.

Joãozinho viu o artigo “Como fazer storytelling: a história que vendeu 2 bilhões de dólares” no Instagram do KP, ele leu todo o conteúdo e depois ficou interessado em saber mais sobre jornada do herói, então ele clicou no link que levava para “Jornada do Herói: a fórmula comprovada para se contar boas histórias (e como aplicar no seu marketing)”.

Quando terminou de ler o segundo artigo, ele decidiu que estava satisfeito e fechou a página.

O texto sobre jornada do herói é a página de saída. E, neste caso, não conta como uma rejeição, pois o usuário navegou pelo seu site e depois saiu.

Agora se Joãozinho tivesse entrado no artigo sobre storytelling e, depois de terminar a leitura, fechasse a aba, contaria como uma rejeição pois não houve interação e esta também seria a página de saída.

Vale a pena comparar esses dois indicadores para identificar quais são os pontos onde os usuários estão deixando o seu site.

Eu vou aprofundar mais nesse assunto, mas primeiro…

Por que é importante acompanhar a taxa de rejeição?

Por que é importante acompanhar a Taxa de Rejeição

Acompanhar a taxa de rejeição de suas páginas é importante para verificar se elas estão alcançando os objetivos esperados.

Por exemplo, se é uma página com as informações de contato da empresa, provavelmente, o usuário vai fechá-la e entrar em contato via telefone, e-mail ou pessoalmente.

Agora, se a intenção é levar o público para uma outra seção e a taxa de rejeição é alta, significa que tem algo que não está funcionando como deveria.

Neste sentido, a bouce rate é importante para…

Saber se o seu site retém os visitantes

O principal objetivo de um site deve ser começar um relacionamento com potenciais clientes.

Só que assim como em um relacionamento amoroso, você precisa manter a conversa rolando para desenvolver um compromisso.

Se a outra pessoa para de falar com você ou, pior, pega o seu número e não manda uma mensagem, você sabe que ela não está disposta a iniciar um relacionamento.

Trazendo essa analogia para o seu site, é importante que os visitantes transitem de uma página para outra.

Se o usuário só entra na sua home page ou cai em uma landing page e não interage, é um sinal que ele não está sendo envolvido pelo seu conteúdo.

Agora se a taxa de rejeição é baixa, você sabe que os visitantes estão navegando as suas páginas e conhecendo melhor o seu negócio.

Saber se o visitante está seguindo os passos de conversão

Pensa em uma campanha de geração de leads, potenciais clientes para o seu negócio.

Se você colocou um link ou uma CTA (call to action) em um artigo do seu blog e os leitores estão clicando nele, é um sinal que eles estão passando para o próximo ponto de conversão.

Por outro lado, se esse link leva o usuário a uma landing page, mas ele não preenche o formulário nela para fazer o download de uma recompensa, por exemplo um e-book, e sai da página, o usuário não avançou para o próximo estágio de conversão.

Nesse caso, a taxa de rejeição ajuda a entender que a sua landing page deve ser otimizada, pois não está atrativa o suficiente para convencer o público quanto à oferta.

Otimizar o investimento em anúncios

Apesar de a taxa de rejeição não ter um impacto direto na sua estratégia de SEO, ela pode aumentar o custo dos seus anúncios.

Isso porque ela pode interferir direta e indiretamente no índice de qualidade de anúncio, que é um dos indicadores utilizados pelo Google para definir o quanto você irá pagar de acordo com a estratégia de lances escolhida.

Se você consegue reduzir a bounce rate das suas landing pages, provavelmente o índice de qualidade irá melhorar e com isso você poderá aproveitar melhor o seu investimento em marketing.

Agora que você já sabe por que esse é um indicador importante para o seu negócio, eu vou te explicar…

Como medir a taxa de rejeição?

Como medir a taxa de rejeição?

Encontrar a taxa de rejeição de suas páginas não é nada difícil.

Quando você utiliza uma plataforma de análise de dados, como o Google Analytics, esse é um indicador que aparece no painel de controle da ferramenta.

Mas apenas ver qual é a bounce rate não é o suficiente.

Você precisa saber analisar o percentual apresentado e também interpretá-lo de acordo com o propósito da página.

Por isso, eu separei a taxa de rejeição em 3 categorias de acordo com o objetivo da seção do seu site.

Taxa de rejeição das palavras-chave

Palavra-chave é o termo utilizado pelo usuário para fazer uma pesquisa em mecanismos de buscas, como o Google.

Cada palavra-chave escolhida na sua estratégia apresenta uma taxa de rejeição específica.

Obviamente, quanto mais alta ela for, menos interações ocorreram por parte dos usuários.

Nesse caso, o termo escolhido pode estar gerando tráfego, mas você não está conseguindo aproveitar esses visitantes para gerar leads.

Se o link no Google envia o usuário para uma landing page, isso se torna um problema ainda maior, já que ela só é eficiente se a pessoa informar o e-mail e clicar no botão de inscrição.

Taxa de rejeição das páginas mais acessadas

Páginas com muito acesso podem induzi-lo ao erro.

Afinal, sozinhas, não são um indicativo de sucesso na estratégia, como você poderia imaginar.

Uma página com um número gigante de acessos, mas cuja imensa maioria dos usuários saí sem executar uma ação, acaba agregando pouco valor.

Isso provavelmente significa que o objetivo proposto para ela não está sendo realizado.

Há exceções, é claro, mas são grandes as chances de você ter que realizar ajustes, seja modificando o conteúdo, tornando-o mais atrativo ou mesmo apostando em um novo formato de CTA.

Lembrando que mudanças em uma estratégia de marketing se favorecem de um teste A/B, que consiste em submeter duas ou mais versões diferentes ao público, comparar seus resultados e, então, identificar a melhor delas.

Taxa de rejeição de blogs

Em blogs, a taxa de rejeição é bastante relativa.

O que acontece nesses casos é que o objetivo quase sempre é gerar tráfego e oferecer a visitantes e leads conteúdo relevante.

Dessa forma, o leitor pode chegar a um artigo para resolver uma dúvida específica, encontrar a solução que precisa e sair dele feliz da vida.

Ainda assim, para efeitos de bounce rate, será considerada uma rejeição.

Mas quando o blog é usado para capturar leads ou apresentar a eles uma oferta especial, por exemplo, a taxa de rejeição volta a ser um problema.

O principal a medir aqui diz respeito aos novos visitantes.

Se o seu artigo foi útil para eles, é provável que não abandonem a página sem ao menos clicar em um link interno e conferir um conteúdo relacionado.

Além de visitar outras páginas, esse usuário pode também interagir de outras formas, como ao comentar o artigo, compartilhar o conteúdo ou clicar em uma CTA.

Nunca é demais lembrar que um blog é também uma ferramenta poderosa de marketing de relacionamento, podendo ser a porta de entrada para novos seguidores em suas redes sociais, novos assinantes de sua newsletter e novos integrantes da sua lista de e-mails.

Uma taxa de rejeição alta é um problema?

Uma taxa de rejeição elevada é prejudicial?

Antes de se assustar com os percentuais observados de taxa de rejeição, vale se perguntar se há uma bounce rate ideal.

É óbvio que, quanto menor ela for, melhor para os objetivos da sua estratégia.

Por outro lado, existe o que se pode ser chamado de taxa de rejeição esperada, que nada mais é do que um percentual considerado normal para determinada página.

Veja o caso de um blog, por exemplo.

Leitores assíduos podem simplesmente lerem o mais recente artigo e fecharem a página muito satisfeitos com conteúdo que acabaram de consumir.

Portanto, é esperado que parte deles tenha esse comportamento que é chamado de rejeição à página, ainda que o seu sentimento com relação à ela seja outro.

Inclusive, a bounce rate em um blog pode chegar a 98% e ainda ser considerada normal.

Mas quando é preciso começar a se preocupar com a taxa de rejeição em suas páginas?

Para responder, vou listar as médias conforme o tipo de conteúdo, de acordo com este infográfico da Quick Sprout.

  • Sites de serviços: 10% – 30%

  • Sites de varejo: 20% – 40%

  • Geração de leads: 30% – 50%

  • Landing pages: 70% – 90%

  • Sites de conteúdo: 40% – 60%

  • Blogs: 70% – 98%.

Tome esses dados como uma referência, mas não como uma meta engessada.

O importante é saber que experimentar taxas muito baixas não faz parte da realidade de nenhum tipo de página, seja qual for o seu propósito.

Você raramente terá 90% dos usuários executando uma ação, muito pelo contrário.

Em vários casos, se 10% fizerem isso, você já pode considerar a estratégia bem-sucedida.

Por outro lado, sempre há o que fazer para diminuir a taxa de rejeição.

É sobre isso que irei falar agora.

10 dicas para diminuir a taxa de rejeição

Dicas para diminuir a taxa de rejeição

Ao chegar até aqui, você já conferiu o conceito de taxa de rejeição, ou bounce rate, entendeu a sua importância e também viu dicas para medir e analisar os resultados no seu site.

Ainda que um indicador alto nem sempre represente um problema, o ideal é que você implemente melhorias para diminuí-lo.

E é exatamente isso que você vai ver agora.

1. Conheça suas personas e produza para elas

No marketing digital, não há estratégia que funcione sem que parta do conhecimento sobre as suas personas.

Elas são uma representação do perfil ideal de cliente, ou seja, da construção de um perfil que reúna características em comum daqueles que visitam suas páginas.

Como idade, gênero, localização, renda, escolaridade, hábitos e interesses.

De posse desses dados, você consegue identificar mais facilmente que tipo de conteúdo esse usuário médio deseja consumir e de que forma isso deve ser feito.

Ou seja, você não apenas acerta na mensagem, mas na linguagem, tom de voz e até no layout da página, pois conhece as preferências do visitante.

2. Faça testes A/B

Faça testes A/B

Testes A/B são uma ferramenta incrível para descobrir o que funciona melhor para o seu público.

Para usar na sua estratégia, crie duas páginas diferentes com o mesmo objetivo com variações nos textos, cores, imagens…

Depois, monitore os resultados de cada uma, observando vários indicadores, com a taxa de rejeição entre eles.

Assim, você consegue identificar qual página possui a menor bounce rate.

3. Ofereça conteúdo relevante

Uma página de internet não é bem-sucedida apenas pelo aspecto visual que apresenta.

Ele é importante, certamente, mas o usuário que chega até sua página precisa encontrar conteúdo relevante. Ou seja, que agregue valor a ele.

Se as informações forem rasas, superficiais ou desinteressantes, o engajamento ficará mesmo próximo de zero, elevando a sua taxa de rejeição.

Conhecendo a persona, você identifica mais facilmente o que é de seu interesse.

4. Capriche nas CTAs

A CTA é uma chamada para ação, seja através de um link, banner ou botão.

Ela precisa se destacar em relação ao restante da página, para que seja facilmente reconhecida.

Também deve prezar pela objetividade, reduzindo o risco de o usuário perder o interesse.

São pequenos ajustes, mas que fazem toda diferença para chamar a atenção do visitante e determinar a sua interação.

Caso a página não tenha CTA, cogite criar uma.

As mais comuns direcionam à oferta de um material rico, como e-book, ou à assinatura de uma newsletter.

5. Tenha sempre links internos

Links internos, como o próprio nome sugere, são ligações de uma página à outra de um mesmo site.

Em um blog, essa é uma estratégia obrigatória, já que a leitura de um artigo pode ser complementar e agregar ao conhecimento do usuário.

E se ele clicar no link, a rejeição já deixará de existir.

6. Evite pop ups

As janelas pop ups podem funcionar muito bem para conversão, mas há limite pequeno entre a funcionalidade do recurso e a irritação do usuário.

Se a cada movimento dele na página uma pop up surgir, certamente isso vai acabar afugentando o visitante.

Tudo que afeta a experiência e interrompe a leitura funciona como um convite a fechar a página, o que consequentemente tende a elevar a taxa de rejeição.

7. Garanta boa usabilidade e navegação simples

Uma página precisa ser acessada e consumida facilmente.

O usuário deve conseguir navegar pelo seu site de forma simples para chegar aonde ele quer.  Senão corre o risco de ele abandonar e passar para o próximo resultado do Google.

Uma boa usabilidade ajuda a aumentar as interações com a sua página e diminuir a taxa de rejeição.

Para saber mais sobre como otimizar a interface do seu site, confira o artigo: O que é UI design e por que sem ele você corre o risco de perder 75% dos seus potenciais clientes.

8. Tenha um design amigável 

O design das suas páginas deve ser usado para tornar a experiência do usuário ainda melhor. E não funcionar como uma distração.

Sempre verifique se os textos são de fácil leitura, ou seja, se o tamanho da fonte está adequado, se tem contraste com o plano de fundo; use cores padrões para indicar ações afirmativas (verde) e negativas (vermelho); não polua a página com muitos elementos…

Se o visitante chega até a sua página e o design é confuso e poluído, pode ser que ele desista de acessá-la e procure por outra opção.

E aí você sabe, a taxa de rejeição aumenta.

9. Fique de olho na velocidade de carregamento

De acordo com o Google, a velocidade de carregamento ideal para uma página é abaixo de 3 segundos.

E cada segundo a mais que passa, a probabilidade de o visitante desistir do acesso cresce exponencialmente.

Para saber se o seu site precisa de melhorias nesse sentido, você pode utilizar o Google Pagespeed Insights, que mostra a velocidade de carregamento e as otimizações que devem ser feitas.

10. Tenha conteúdo responsivo para dispositivos móveis

Segundo o IBGE, os smartphones são usados como meio de acesso à internet em 97,2% dos domicílios conectados à rede no país.

Em 38,6% deles, inclusive, é só a partir do smartphone que os usuários navegam na web.

Isso significa que se o seu conteúdo não é responsivo, ou seja, se ele não se adapta a dispositivos mobile, esses usuários podem elevar a taxa de rejeição do seu site ao se depararem com páginas que não funcionam bem em smartphones.

E, por último, eu não poderia deixar de te dar uma dica final…

Crie landing pages de alta conversão

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Como você viu ao longo deste artigo, a causa de uma taxa de rejeição elevada é a falta de interação dos usuários com a sua página.

Mas esse não é o caso de uma landing page de alta conversão.

Pois, para os visitantes se tornarem leads, eles precisam executar ações como cadastrar o endereço de e-mail, o que conta como uma interação.

Não sabe o que precisa fazer para criar uma landing page de alta conversão? O Klickpages pode te ajudar.

Ele possui modelos de alta conversão prontos para você customizar com os textos, cores e imagens do seu negócio, além de poder ocultar elementos que pouco agregam.

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Conclusão

Taxa de rejeição conclusão

Neste artigo, você viu por que a taxa de rejeição é uma das métricas que indica se a sua audiência está interagindo com o seu conteúdo.

Ela mede a porcentagem de pessoas que acessaram uma página e saíram sem realizar nenhuma ação, como clicar em um botão de CTA e ir para outro link dentro do mesmo site.

Cuidado para não confundir a taxa de rejeição com a taxa de saída. A segunda indica qual foi a última página que o usuário visitou antes de sair do site.

Além disso, eu te expliquei por que você deve acompanhar essa métrica e como fazer a medição.

E, por fim, trouxe para você 10 dicas de como diminuir a taxa de rejeição. Algumas delas são: fazer testes A/B, caprichar nas CTAs e garantir uma boa usabilidade das páginas.

Já conhecia essa métrica? Não deixe de contar aqui nos comentários!

(Este artigo foi originalmente publicado em 24 de outubro de 2018 e atualizado em 13 de fevereiro de 2020 para oferecer informações mais precisas e completas)

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Sobre o Autor

Hugo Rocha

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.

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