Sitemap: o recurso para evitar que suas páginas fiquem inacessíveis ao Google

Sitemap: o que é e como criar um

Se você não sabe o que é ou não tem um sitemap, pode ser que você tenha páginas inacessíveis ao Google.

Como assim?

Por mais que você se esforce, invista tempo e energia, contrate colaboradores para te ajudar na missão de criar o melhor conteúdo possível para a sua audiência…

Acontece que o Google pode não conseguir acessar algumas de suas páginas.

Não porque elas estão bloqueadas nem nada do tipo. Na verdade, tem a ver com a forma com que as ferramentas de busca encontram conteúdo para oferecer como resultado de pesquisas.

O que ocorre é que, por diversos motivos, ao navegar na web, os rastreadores, ou seja, os robôs do Google e dos outros buscadores que procuram por novas páginas, podem não visualizar tudo o que tem no seu site.

E aí, algum conteúdo caprichado que você se esforçou para produzir corre o risco de não ser encontrado pelas ferramentas de busca e ficar de fora dos resultados das pesquisas.

A boa notícia é que existe um jeito de você evitar isso.

Existe um recurso que nem todo mundo que tem um site conhece e, por poucas pessoas conhecerem, às vezes quem deveria estar usando não está.

Esse pode ser o seu caso. 

Talvez você nem saiba que suas páginas podem estar inacessíveis ao Google e muito menos que tem como reverter essa situação…

Até agora!

Porque nas próximas linhas eu vou te explicar:

  • o que é e para que serve um sitemap, o recurso de apontar para as ferramentas de busca as páginas que elas ainda não conhecem;

  • por que criar um sitemap;

  • quando você deve ter um sitemap;

  • tipos de sitemap;

  • como fazer um;

  • boas práticas;

  • e o que fazer depois que seu sitemap estiver pronto.

Bora lá? 

O que é e para que serve um sitemap?

O que é e para que serve um sitemap?

Um sitemap é literalmente um mapa do seu site.

Ele é um arquivo que contém informações sobre as páginas, vídeos, imagens… que compõem seu site.

Esse conceito foi introduzido entre 1994 e 1995 e era praticamente obrigatório para todos, pois era considerado uma ferramenta de navegação.

Na época, geralmente, ele era um link que ficava no rodapé da home page ou página inicial, no qual você poderia ver uma lista das páginas para acessar naquele site.

Com a criação das barras de navegação e as mudanças para deixar as páginas mais amigáveis para os usuários, a função principal do sitemap acabou mudando.

Hoje em dia, ele serve para indicar para os buscadores (Google, Bing, Yahoo…) quais são as páginas que você deseja indexar (já te explico o que é isso), quais são as páginas mais importantes do seu site e até mesmo a relação entre conteúdos e com que frequência eles são atualizados.

Funciona da seguinte forma.

Para as suas páginas aparecerem no Google e outras ferramentas de busca (SERPs), primeiro elas precisam ser descobertas pelos rastreadores (robôs das SERPs).

Depois disso elas são indexadas, ou seja, uma versão da página rastreada é salva no servidor do buscador e vai para um índice, o index.

Quando você faz uma pesquisa, a ferramenta de busca confere o index para gerar a página de resultados.

Se as páginas do seu site não estão indexadas, elas não vão aparecer nos resultados de uma busca, ainda que ela seja a melhor opção possível para responder a pesquisa do usuário.

O sitemap não só indica para as SERPs quais são as páginas que elas devem indexar, como também com que frequência elas são atualizadas para que seja feito um novo rastreamento.

Mas, na prática, qual é o benefício disso para o seu negócio? 

Por que criar um sitemap?

Por que criar um sitemap?

Eu vou destacar aqui para você os benefícios relacionados a SEO, Search Engine Optimization ou, em português, “otimização para as ferramentas de busca”.

Porque como eu te falei, hoje em dia, a função do sitemap está mais relacionada com as ferramentas de busca do que diretamente com os usuários.

Os principais benefícios de investir seu tempo e energia criando esse arquivo são:

Melhora a indexação das páginas

Quanto mais páginas indexadas você tem, mais chances de o seu site aparecer nos resultados de uma busca.

Só que a parada é que, para descobrir novas páginas para indexar, as ferramentas de busca vão seguindo a ligação de um conteúdo para outro.

E os robôs têm limites de tempo e “energia” que eles podem gastar rastreando apenas um site. 

Isso significa que se você tem páginas profundas, que estão linkadas a outras, que estão linkadas a outras e o caminho para chegar até elas é longo, pode ser que elas acabem não sendo indexadas.

Ou seja, algum conteúdo seu útil e interessante pode não chegar até os usuários da internet por meio da busca, simplesmente, porque eles não foram indexados.

Um problema fácil de ser resolvido com um sitemap que indique para a SERP todas as páginas que ela deveria indexar.

Deixa mais clara a estrutura do site

Além disso, um sitemap deixa mais claro para as ferramentas de busca a estrutura do seu site e qual a ligação entre páginas.

O que, no final das contas, pode melhorar a forma como os buscadores te enxergam e impactar positivamente o seu ranqueamento.

Aumenta a confiabilidade

E, por último, ter um sitemap bem estruturado passa uma impressão de credibilidade e profissionalismo para os buscadores.

Mostra que o responsável pelo site está preocupado com a qualidade dele e está atento para deixar tudo organizado de forma que crie a melhor experiência possível.

Quando você deve ter um sitemap?

Quando você deve ter um sitemap?

Antes de colocar a mão na massa e se preocupar em como fazer um sitemap, primeiro você precisa avaliar se você realmente precisa de um.

Pois não é todo tipo de site que vai se beneficiar de um sitemap. 

Isso não quer dizer que vai dar problema fazer um, mas sim que não vai valer a pena investir tempo e energia em algo que não vai trazer vantagens competitivas.

Alguns exemplos de sites que não valem a pena são: os que têm apenas uma única página ou os SaaS (Software as a Service, que é uma estrutura de software que funciona via páginas da internet).

Mas, então, quem é que de fato precisa de ter um sitemap?

  • Sites muito grandes com inúmeras páginas;

  • Sites com páginas isoladas, ou seja, que não estão vinculadas entre si por meio de links;

  • Sites com conteúdo dinâmico, páginas que são atualizadas com muita frequência ou que tem um grande volume de publicações de conteúdo, como portais de notícias.

  • Sites com problemas de indexação e ranqueamento.

Se o seu site se encaixa em um desses 4 tipos, você deve sim investir tempo e energia criando um sitemap.

Mas antes de te explicar como fazer isso, você precisa conhecer os…

Tipos de sitemap

Tipos de sitemap

Nem todos os sitemaps são iguais. Dependendo do objetivo que você tem ou do conteúdo das suas páginas, existe um tipo que é mais adequado.

E eu vou te explicar cada um dos 7 aqui.

1. TXT

O TXT ou texto é o formato mais simples e básico. E, por isso, ele não contém informações importantes como a data de modificação da URL.

Para criar esse tipo de sitemap basta usar um editor de texto como o bloco de notas ou wordpad e salvar o arquivo no formato .txt.

2. HTML

O sitemap em HTML quase não é mais usado atualmente. Esse era um arquivo que os donos dos sites incluíam, geralmente no rodapé da página, para facilitar a navegação dos usuários.

Era como um índice com todos os conteúdos de um site que um visitante poderia usar para ir até a página que ele gostaria.

Porém, com a criação de barras de navegação e a linkagem correta das páginas, esse tipo de sitemap perdeu espaço.

3. XML

O sitemap XML é um arquivo para as ferramentas de busca, raramente, ele será acessado por usuário.

Na verdade, nem tem por que os usuários acessá-lo.

Esse é o tipo mais utilizado e mais completo, pois ele pode conter informações valiosas para a ferramenta de busca, como a frequência de atualização da página e a última vez que ela foi modificada.

4. Atom e RSS

Como eu te falei no tópico anterior, sites que têm conteúdo dinâmico, publicações frequentes devem ter um sitemap para indicar melhor para as ferramentas de busca quais são as páginas importantes.

Uma forma de criar um sitemap para esse tipo de conteúdo é usar um feed RSS ou Atom, que são agregadores de notícia e juntam links para todos os conteúdos em um único arquivo.

A única coisa que você deve ficar atento ao utilizar esse tipo de feed como sitemap é que geralmente eles só oferecem informações sobre as URLs mais recentes.

5. Imagens

Se o seu site é um portfólio de imagens, ilustrações ou fotografias, o ideal é que você use o formato específico de sitemap para imagens.

O Google oferece algumas diretrizes específicas para esses casos, é só clicar aqui para saber mais.

Vale lembrar que você não tem que fazer um sitemap para as imagens que você usa para ilustrar os seus textos, mas só nas situações em que a imagem é o conteúdo principal da página.

6. Vídeos

Você pode criar sitemaps específicos para os vídeos hospedados nas suas páginas com o intuito de fornecer informações adicionais para as ferramentas de busca.

Isso melhora a forma com as SERPs entendem o seu conteúdo audiovisual e pode fazer com que ele apareça nos resultados das buscas de vídeo.

7. Notícias

Por último, se você tem um portal de notícias e gostaria que elas aparecessem na aba de notícias do Google e de outras ferramentas, você deve fazer o tipo de sitemap específico para esse conteúdo.

Neste link, você pode encontrar mais informações sobre o assunto.

Como fazer um sitemap

Como fazer um sitemap

Existem duas opções para você fazer um sitemap: manualmente ou usar uma ferramenta para isso.

Manualmente

Apesar de não ser muito complicado, se você não entende muita coisa de informática e programação, não é recomendado você fazer um sitemap manualmente, até porque tem ferramentas gratuitas que fazem isso de forma simples para você.

Agora, se você já tem domínio dessas áreas e gostaria de colocar a mão na massa, é só seguir as instruções do protocolo de criação de sitemap disponível no sitemaps.org.

Vale ressaltar que, para cada URL que você colocar, é importante incluir as marcações de data de modificação, frequência de atualização e prioridade, para que os rastreadores saibam quando verificar as suas páginas e para quais dar preferência na indexação.

Ferramenta de criação

Se você é do time que prefere usar uma ferramenta para fazer o seu sitemap, algumas opções são:

  • Google XML Sitemaps: um plugin gratuito para WordPress que gera o sitemap para você.

  • Yoast SEO: plugin para WordPress voltado principalmente para otimizações de SEO, mas também tem a opção de gerar sitemap.

  • XML-Sitemaps: uma ferramenta online que gera o sitemap em texto, html ou xml de forma simples e rápida. Basta você colar o link do seu site e apertar start.

  •  GSiteCrawler: é um simulador de rastreador que analisa o site e com base nisso cria um sitemap.

Mas, independentemente da escolha que você fizer, criar manualmente ou com uma ferramenta, é importante entender as…

Boas práticas de sitemap

Boas práticas de sitemap

Para que você de fato consiga aproveitar todos os benefícios de um sitemap é importante seguir algumas boas práticas.

Elas evitam que o seu arquivo seja rejeitado ou interpretado de forma errada pelas ferramentas de busca.

Aqui eu destaquei para você as 3 boas práticas mais importantes que você não pode ignorar na hora de criar seu sitemap.

#1 Divida seu sitemap e crie um index

O arquivo de sitemap XML não pode conter mais de 50 mil URLs e nem ter mais de 10MB. 

Se você tem um site muito grande, que excede essa quantidade de páginas, o ideal é que você divida o seu sitemap em seções.

Por exemplo, crie um apenas para o blog, outro para o e-commerce

Para unir todas essas seções você vai precisar de um index ou índice, que funciona mais ou menos como o sumário de um livro.

Esse sitemap tem um link que leva para os sitemaps de seções específicas do seu site.

Dessa forma, você consegue enviar para as ferramentas de busca um único arquivo que se encaixa dentro dos limites e, por meio dele, as SERPs terão acesso a todas as suas páginas.

Agora fica ligado que, se o seu site ainda não tem esse volume de URL por enquanto, mas você sabe que a tendência é um dia chegar lá, é mais fácil você já começar desde agora a ter sitemaps por seções do que esperar chegar no limite para fazer isso.

#2 Coloque apenas URLs canônicas

É comum que algumas páginas tenham mais de uma URL, por exemplo:

https://meunegocio.com.br

https://www.meunegocio.com.br

Parece uma coisa simples, mas os buscadores entendem o “www” e a ausência dele como duas URLs diferentes.

E para indicar qual é a principal, a que você quer direcionar os seus acessos, existe o conceito de URL canônica, que é o link preferencial para acessar um conteúdo quando existe mais de uma opção.

Na hora de criar o seu sitemap, você NÃO deve colocar TODAS as URLs. Quando houver mais de uma para o mesmo conteúdo, insira somente as canônicas.

#3 Cuidado com caracteres não alfanuméricos

Uma boa prática comum na hora de criar URLs amigáveis é não incluir caracteres não alfanuméricos, ou seja, outros símbolos além das letras do alfabeto latino/romano (o que a gente usa aqui no Brasil) e números.

Mas caso alguma URL do seu site tenha esse tipo de caractere, é importante utilizar o protocolo do sitemaps.org para fazer a adequação necessária. 

O que fazer depois de criar o sitemap?

O que fazer depois de criar o sitemap

Agora que você já sabe como criar o seu sitemap e quais são as boas práticas que você deve seguir, provavelmente está se perguntando “o que é que eu vou fazer com esse arquivo?”.

Como o objetivo de criá-lo é para ajudar as ferramentas de busca a entender o seu site, você deve fazer o envio desse arquivo para os buscadores.

Como assim?

Cada SERP tem uma ferramenta específica onde você pode incluir informações sobre as suas páginas e também obter dados sobre o seu tráfego orgânico.

No caso do Google, essa ferramenta é o Search Console (a Adriana já falou sobre ela aqui no blog do KP no artigo Google Search Console: descubra como anda a saúde das suas páginas).

Lá você tem o menu Sitemaps onde poderá adicionar um novo ou visualizar os que foram enviados anteriormente.

Sitemap Google Search Console

Sem isso não dá para fazer um sitemap

Sem isso não dá para fazer um sitemap

É o seguinte.

Se você ainda não tem um site ou páginas, você não deveria estar preocupado com sitemap, por enquanto.

Primeiro o seu foco deve ser encontrar uma ferramenta de criação de páginas que vai atender às suas necessidades.

Se você ainda não conhece, o Klickpages é uma ferramenta simples e fácil de usar. Você só precisa seguir esses 3 passos para ter uma página no ar:

  1. Escolha o modelo: veja opções de alta conversão comprovada por testes.

  2. Customize a página: feita a escolha, edite os textos, as cores e as imagens, além de ocultar elementos que pouco agregam.

  3. Publique: ao final, publique no próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

Sitemap Conclusão

Nas últimas linhas, você viu que um sitemap bem feito é a solução para indicar para o Google e outras ferramentas de buscas páginas que eles deveriam conhecer, mas que por diversos motivos podem estar inacessíveis.

Isso porque o sitemap é um arquivo com informações relevantes sobre as páginas do seu site, como, por exemplo, quais são as mais importantes, frequência de atualização e data da última modificação.

Além disso, eu te expliquei que esse recurso melhora a indexação das suas páginas, deixa mais clara a estrutura do seu site e aumenta a confiabilidade.

E é por esses motivos que você deveria ter um.

Mas vale lembrar que não é todo mundo que precisa investir na criação de um sitemap. Como eu falei, existem alguns casos que o benefício não compensa o trabalho de fazer um.

Você também viu quais são os 7 tipos de sitemap, como fazer um e as boas práticas que você deve seguir para não ter nenhum problema com as ferramentas de busca.

E aí, você já tinha ouvido falar em sitemap antes? Já tinha um para o seu site ou isso é uma novidade para você? Me conta aqui nos comentários! 😉

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Sobre o Autor

Angela de Oliveira

Meu nome é Angela, mas algumas pessoas me chamam de Angel. Faço parte do time de conteúdo do Klickpages e sou apaixonada por tecnologia e marketing. Uma das minhas coisas favoritas é falar sobre redes sociais e anúncios. Além disso, sou especialista em informações aleatórias (você sabia que o Alaska está mais perto da Rússia do que Brasília de Goiânia? Pois é...), fã de country americano e louca em esportes. Acompanho de tudo, mas meus favoritos são Fórmula 1 e futebol, inclusive assisto a jogos mesmo quando o meu time (Palmeiras <3) não está em campo. Ah, eu acredito que música de natal deveria tocar o ano inteiro e Christmas Peaceful Piano está entre as 3 playlists mais tocadas no meu Spotify.

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