O que é Semântica e porque o futuro do seu conteúdo depende dela

O que é Semântica e porque o futuro do seu conteúdo depende dela

Pare imediatamente tudo o que você está fazendo. Não escreva mais nenhuma linha de conteúdo.

Porque se você faz isso sem entender o que é semântica, está simplesmente perdendo seu tempo.

Seus artigos não vão chegar tão cedo até seu público. Não se depender do Google. Porque o buscador  tem critérios bem rigorosos para destacar um conteúdo na primeira página.

Conquistar o primeiro lugar importa já que 95% das pessoas que usam a internet não passam da primeira página do Google.

E o lance é que sem semântica, sem destaque.

Aí o que acontece? Seus artigos ficam empacados nas posições menos prestigiadas do buscador. O resultado: ninguém lê o seu conteúdo.

Se você já acompanha o blog, pode estar se perguntando:

Hugo, e o SEO? Todas aquelas regrinhas para conquistar o Google? Não é isso que importa?

Sim e não.

Daqui a pouco eu respondo essa pergunta com mais detalhes.

Por enquanto, o que você precisa saber é que um conteúdo focado apenas nas regras de SEO, que não dá a mínima para a semântica, é tipo assistir filme no VHS.

Se você tem menos de 25 anos, talvez nem saiba o que é isso.

O fato é que assistir filme no VHS fez sentido por um tempo. Funcionou por uns bons anos. Era muito bom.

Mas agora não faz sentido nenhum. Porque as coisas evoluíram para caramba. Hoje o mercado está cheio de opções bem mais interessantes.

E no campo do marketing de conteúdo, a semântica é o último lançamento do mercado.

Por isso, meu conselho é que você não produza mais nenhum parágrafo de conteúdo antes de ler este artigo.

Nas próximas linhas, eu vou te mostrar o que é semântica e explicar em detalhes porque o futuro do seu conteúdo depende dela.

Leia até o final e veja 3 dicas incríveis para aplicar a semântica na hora de escrever artigos e multiplicar as chances deles chegarem na primeira página do Google.

O que é Semântica

O que é Semântica

Não, você não voltou para as aulas de português. E nem está no blog errado: o assunto aqui é marketing digital e empreendedorismo mesmo.

Mas não posso pular etapas. Antes de partir para o papel da semântica no marketing de conteúdo, preciso que você relembre a definição original dessa palavra.

Segundo o Google, é essa aqui:

O que é Semântica significado

Para simplificar, semântica é o estudo do significado das palavras.

Quem trouxe a semântica e a linguística para a ciência foi Ferdinand de Saussure, um linguista e filósofo suíço.  

Mas não é porque semântica é ciência que tem que ser algo complicado. É bem simples, na verdade.

Um exemplo prático.

Quando você lê a palavra violão, que imagem aparece na sua cabeça? A imagem de um violão, certo?

Você vê o objeto e dá a ele um nome e um significado: violão, instrumento musical.

É a mesma coisa com esse artigo.

Se você entende o que está escrito aqui, é porque dá significado para as palavras que eu escrevi.

Dito isso, podemos ir para a segunda parte, que é o que você provavelmente está se perguntando: o que isso tem a ver com marketing de conteúdo e ranqueamento no Google?

O que é Semântica para o Marketing de Conteúdo

O que é Semântica para o Marketing de Conteúdo

Já perdi as contas de quantas vezes falei sobre SEO aqui no blog. Às vezes eu acho que falo mais sobre isso do que qualquer outra coisa.

Não é por acaso. Se você acompanha os conteúdos que publico aqui, já sabe como isso é indispensável para sua estratégia de marketing de conteúdo.

Só para refrescar sua memória: SEO, também chamado de otimização de sites, é um conjunto de estratégias que ajudam o seu site a ser mais relevante aos olhos dos mecanismos de busca, tipo o Google.

É a maneira mais eficaz de chegar até seu público sem apertar a carteira, sem gastar com anúncios. É uma das estratégias para alavancar o tráfego orgânico da sua página.

E uma das regras de ouro do SEO é o uso de palavras-chave. Tudo começa por elas.

Elas são o primeiro passo para direcionar o conteúdo para o seu público, para levar o seu conteúdo para o topo das buscas do Google.

Mas existe um problema aí. Um erro que uma galera está cometendo e que eu mesmo já cometi.

Tem gente que fica tão presa ao uso de palavras-chave que produz um conteúdo que parece que foi escrito por um robô. Ou que foi feito só para cumprir tabela.

Porque ficam tão preocupadas em ranquear bem o conteúdo que lotam o texto com a palavra-chave. E aí o texto fica confuso, difícil de ler e muito raso.

Ou seja, seu conteúdo perde qualidade quando você só foca em palavras-chave.

E o visitante sai da sua página sentindo que perdeu tempo ali.

Eu sei que, se você comete esse erro, não é por mal. Provavelmente faz isso porque aprendeu que esse era o jeito certo de fazer.

O fato é que era mesmo. Lotar o artigo com a palavra-chave escolhida era um dos critérios  mais importantes para ranquear bem no Google.

Mas não é mais. E a sacada está aqui. Quem percebeu isso, saiu na frente.

Hoje, o que mais importa para os mecanismos de busca é a semântica. Nas próximas linhas você vai entender direitinho sobre o que eu estou falando.

O beija-flor do Google

O algoritmo do Google muda cerca de 600 vezes por ano (quase duas vezes por dia).

Há alguns anos as mudanças demoravam um pouco mais para acontecer, mas agora é praticamente impossível acompanhar todas elas na hora de produzir conteúdo.

Então, se a quantidade de vezes que a palavra-chave aparece no texto era essencial para o ranqueamento do conteúdo, agora os mecanismo de busca levam outros pontos em consideração.

Isso porque o Google virou semântico.

Ou seja, passou a considerar o significado das palavras dentro do contexto e analisar como o usuário escreve na web.

Em outras palavras, agora o Google entende as nuances da pesquisa.

O comportamento do usuário afeta os critérios de análise do Google.

Critérios como localização geográfica, objetivo real da pesquisa, buscas anteriores, contexto, forma de escrever na internet e sinônimos da palavra-chave passam pela análise dos mecanismos de busca.

Um exemplo prático. O tema deste artigo: semântica.

O resultado ideal para o usuário depende da intenção dele. Se quer saber sobre semântica na gramática ou semântica no marketing.

A intenção altera completamente que conteúdo é o mais adequado para ele e a busca semântica leva isso em consideração.

Essa história de semântica começou com uma atualização de 2013 do Google, chamada Hummingbird (ou beija-flor, em português).

Foi aí que os resultados das buscas passaram a ser muito mais voltados para o comportamento e opinião dos usuários.

E não para critérios técnicos, como densidade de palavra-chave.

Desde então, o Google leva em consideração a opinião de outras pessoas para te indicar resultados: sobre o que elas falam, o que mais gostam.

Isso te força a produzir conteúdos de maior qualidade e voltado para as necessidades, problemas, dúvidas e dores do usuário.

Quando você sabe o que o usuário quer e entrega exatamente isso para ele.

Por isso é tão importante definir a sua persona antes de começar a produzir conteúdo.

Porque te ajuda a ver o mundo pelos olhos dela, pelas necessidades e problemas dela.

Aí você produz conteúdo que cai como uma luva.

Para resumir, semântica para o marketing é quando os mecanismos de busca levam os seguintes critérios em consideração quando analisam um conteúdo:

  • O que o usuário quis dizer quando fez a busca?

  • Qual é a intenção dele?

  • O que está realmente buscando?

  • Qual o contexto dessa busca?

  • O conteúdo responde essas perguntas?

Existe ainda um ponto fundamental que faz parte do Beija-Flor do Google: o Rankbrain, como vou te mostrar na sequência.

Rankbrain: o cérebro dos mecanismos de busca

Rankbrain: o cérebro dos mecanismos de busca

Se você olhar para o Google como um organismo, o Rankbrain é o cérebro dele.

Porque é o que analisa e racionaliza as buscas que as pessoas fazem para dar o melhor resultado possível para elas.

O cérebro do Google usa inteligência artificial para oferecer o melhor resultado mesmo para buscas inéditas, nunca vistas pelo Google.

Porque eu não sei você, mas eu recorro ao Google para tirar qualquer dúvida. Qualquer dúvida mesmo.

Eu sei que não sou o único. Então, dá para imaginar quantas pesquisas o mecanismo recebe todos os dias (são mais de 3,5 bilhões!!).

É claro que às vezes aparecem coisas que ele nunca viu antes. Como palavras escritas de forma errada ou frases que não fazem nenhum sentido.

O Google sempre vai tentar dar resultados, mesmo nesses casos. Ele pega partes específicas da sua busca e dá significado para elas (semântica, sacou?).

E essa é uma forma que ele tem de aprender a interpretar o que as pessoas buscam. É só lembrar do que eu falei sobre entender o comportamento do usuário.

Ou seja, o objetivo do Rankbrain é entender como as pessoas se comportam e buscam no Google e pensar como elas para mostrar os resultados que realmente esperam.

Por isso que, se você buscar por “iutubi” em vez de “youtube”, o mecanismo vai interpretar sua busca e te dar o resultado que você precisa.

O que é semântica Youtube

Ou o sobrenome desse ator, que é difícil para basicamente qualquer pessoa decorar (talvez até ele tenha dificuldade de escrever o próprio sobrenome).

O que é semântica Matthew McConaughey

O Google entende a intenção da busca, mesmo que você digite errado.

Outra forma que o Rankbrain tem de te entregar o resultado perfeito é com as respostas diretas.

Por exemplo, se você pesquisar a altura do Neymar, aparece assim:

O que é semântica altura Neymar

Perceba que a busca semântica te entrega o resultado que você quer e ainda vai além. No exemplo do Neymar, você também recebe outras informações como data de nascimento, peso e salário.

E nas pesquisas relacionadas, outros jogadores de peso.

Além do beija-flor e do cérebro do Google, ainda tem um terceiro fator que influencia na semântica. Olha só.

LSI – Latent Semantic Indexing

A primeira vez que ouvi falar em LSI, a única coisa que veio na cabeça foi o Hugo adolescente nas aulas de Gramática.

Por mais irônico que pareça, eu nunca escrevi.

Inclusive, reprovei no vestibular porque fui eliminado na redação (nesse artigo eu conto como eu mudei minha relação com a escrita).

Uma das muitas dificuldades que eu tinha era usar sinônimos. Aí meus textos viravam um repeteco de palavra.

Mas, olha só como as coisas são…

LSI (indexação semântica latente) nada mais é do que usar sinônimos, plurais e palavras relacionadas da palavra-chave nos seus artigos.

Por exemplo: quando você procura por “O que é Marketing”, essas são as palavras-relacionadas que aparecem (e que você pode usar no seu conteúdo):

O que é semântica o que é marketing

Isso é muito importante para o Google. Porque aí seus artigos não viram o caos que minhas redações eram.

Seu conteúdo fica mais rico, você não lota com a palavra-chave.

E fica gostoso de ler, porque o texto soa como uma conversa entre amigos, não um artigo chato que parece ter sido escrito por um robô.

Então tudo isso significa que SEO está morto?

Absolutamente não!

Os critérios de SEO ainda são válidos, não é à toa que continuo batendo nessa tecla.

O lance é que não dá mais para focar apenas nisso. Só isso não é mais o suficiente para o Google.

Essa realidade é cada vez mais forte por causa da semântica, como eu te mostrei até agora.

E a semântica não é o oposto do SEO, como você pode pensar. Na verdade, ela fortalece o SEO dos seus conteúdos.

Isso porque ela eleva a qualidade do seu conteúdo e o posiciona para palavras relacionadas e sinônimos, não apenas para a palavra-chave escolhida.

É tipo um cantor. Quando canta a cappella é muito bom, mas quando tem instrumentos para acompanhá-lo, a experiência fica muito mais rica.

3 dicas para escrever conteúdos incríveis com foco em busca semântica

3 dicas para escrever conteúdos incríveis com foco em busca semântica

O que já está claro é que a busca semântica é excelente para sua estratégia de marketing de conteúdo.

Você aumenta a qualidade dos seus conteúdos e os torna mais agradáveis de ler. O que aumenta suas chances de aparecer na primeira página do Google e faz com que o visitante não queira sair da sua página.

Ou seja, além de ser boa para você, é boa para o usuário, que consegue o melhor resultado possível. Que realmente tire as dúvidas e resolve os problemas dele.

Pensando nisso, separei 3 dicas para te ajudar na hora de escrever focado em busca semântica (além do SEO, é claro!).

1. Mantenha a simplicidade

Talvez você tenha passado por uma situação parecida quando estava na escola: teve que ler um livro antigo e chato. Desses clássicos.

Aposto que um dos fatores que mais contribuíram para essa sensação foi a linguagem antiquada e rebuscada.

Veja bem. Eu não estou dizendo que obras antigas de literatura são ruins. Só estou dizendo que, na maioria das vezes, não são fáceis de ler (principalmente na escola).

Porque a linguagem não tem nada a ver com o que a gente usa no dia-a-dia.  

Por isso, minha dica é que você sempre escreva com clareza, simplicidade e objetividade.

Primeiro porque esses três fatores tornam o seu conteúdo mais fácil de entender e ler. Ninguém quer quebrar a cabeça tentando entender um texto complicado.

Segundo porque é assim que a comunicação normalmente acontece na vida real.

Praticamente ninguém usa palavras rebuscadas, no nível que você tem que ler com um dicionário na mão para entender o que está escrito (claro que linguagem é um fator que muda de acordo com seu público-alvo).

2. UX na veia

Para quem você produz conteúdo?

Não importa quem seja o seu avatar, o fato é que ele é uma pessoa de carne e osso.

E quanto melhor for a experiência dessa pessoa ao ler seu conteúdo, mais engajamento você gera, mais pessoas acessam sua página e mais o Google entender que vale a pena te colocar na primeira página.

Além de ser gostoso de ler, seu conteúdo precisa ser extremamente relevante. Por isso, escreva para resolver problemas, dores, e dar soluções para os visitantes do seu site.

Ou seja, foque na experiência do usuário (se quer saber detalhes sobre o assunto, veja este artigo aqui do blog).

Calce os sapatos do seu visitante e produza conteúdo que faça diferença na vida dele.

3. Use palavras-chave com sabedoria

Eu já te falei que SEO e semântica não são inimigos.

Na verdade, um complementa o outro. Os dois, quando usados do jeito certo, impulsionam seu conteúdo para que ele apareça na primeira página do Google.

Existem certos espaços no seu texto que recebem a palavra-chave de peito aberto:

  • Page Title (título do artigo)

  • Primeiro parágrafo do artigo

  • URL (link do artigo)

  • Meta descrição do Google

  • Intertítulos (H2, H3, H4…)

Usar esses espaços evita que você faça keyword stuffing, ou seja, exagere no uso da palavra-chave.

O que torna seu texto mais natural.

Aí, ao longo do artigo, você pode mesclar a palavra-chave com sinônimos e buscas relacionadas (só lembrar do LSI que eu falei no início deste artigo).

Isso aqui é muito importante, porque é o que indica para o Google qual é o tema da sua página, que tipo de conteúdo aparece por lá.

De uma maneira natural e mais completa que simplesmente repetir a palavra-chave até cansar.  

Comece a capturar leads hoje mesmo com Klickpages

O que é semântica Comece a capturar leads hoje mesmo com Klickpages

Se você ainda não utiliza seu site ou blog para capturar leads, está perdendo uma oportunidade.

Para qualificar a sua estratégia de marketing digital, não perca a chance de obter o contato do visitante para, depois, promover abordagens mais direcionadas.

Pode ser um convite para assinar uma newsletter, receber novidades por e-mail, baixar um e-book ou se inscrever em um curso gratuito.

Seja qual for a ação, caprichar na landing page aumenta muito a chance de confirmar as conversões desejadas.

E, para isso, o Klickpages é a ferramenta ideal.

Veja os três passos básicos para criar a sua:

  1. Escolha seu modelo: há opções de alta conversão comprovada por testes.

  2. Customize a página: depois, é só editar os textos, as cores e as imagens, além de ocultar elementos que pouco agregam.

  3. Publique: por fim, publique no próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

O que é semântica Conclusão

Não faz muito tempo que, para chegar no topo das pesquisas do Google, o esforço que você tinha que fazer era lotar o texto com a palavra-chave.

Focar apenas em estratégias de SEO era o caminho.

Mas, a cada dia, os mecanismos de busca estão mais preocupados com a experiência de quem busca pela informação.

Eles querem oferecer o melhor conteúdo possível, por isso avaliam critérios como intenção e contexto da busca.

Além de analisar o comportamento do usuário na internet.

E mecanismos como o Google oferecem resultado mesmo quando a pessoa digita errado ou escreve uma frase aparentemente sem sentido.

Ou seja, para alcançar o topo da pesquisas, você precisa pensar como os mecanismos de busca: oferecer o melhor conteúdo, o mais completo, o que tira as dúvidas e as dores do usuário.

É calçar os sapatos do visitante na hora de produzir conteúdo: escrever de forma simples e clara e priorizar a experiência de quem lê.

Tudo isso você viu neste artigo. Agora, pode começar a produzir conteúdos incríveis voltados para busca semântica.

Não deixe de me contar nos comentários se você também achava que semântica era uma coisa totalmente diferente do que você viu neste artigo. 

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Sobre o Autor

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.