Tudo sobre Marketing: o que é, tipos, história e os 4 ps do marketing

O que é marketing

O que é marketing hoje?

Você tem refletido a respeito?

Se a sua empresa é antiga no mercado, certamente experimenta atualmente um novo momento na estratégia de divulgação e atração de clientes.

Já se é novata, nasceu em uma era digital, na qual os conceitos de marketing são totalmente diferentes daquilo que era praticado há não muito tempo atrás.

Seja qual for o seu caso, compreender a história do marketing é importante e dominar a relação entre marketing e vendas é imprescindível.

Afinal, como diz aquela clássica frase, “quem não é visto, não é lembrado”.

Vamos saber tudo sobre marketing, construir ou qualificar a estratégia?

Então, siga a leitura!

Conceito: o que é marketing?

Conceito: o que é marketing?

Marketing, em sua tradução do inglês para o português, significa mercadologia.

Mas é provável que o termo mais complique do que explique, não é mesmo?

Então, podemos definir o conceito como um conjunto de ações propostas com o objetivo de garantir visibilidade a uma empresa, uma marca, produto ou serviço.

Mas fazer marketing não é apenas executar, pois tem muito de planejamento.

Tudo começa com o estudo do mercado (e essa, sim, poderia ser uma melhor tradução do termo), já que fazer marketing passa por definir público-alvo, e dele extrair as personas, identificar suas necessidades e posicionar-se como uma solução a elas.

Dessa forma, o marketing atua tanto para a divulgação quanto para construção de uma imagem positiva ou reforço de autoridade – a qual, como lembramos, pode ser de uma empresa, marca, produto ou serviço.

Reside justamente aí o seu forte vínculo com as vendas.

A identificação de potenciais clientes, o acesso a eles, a caracterização da conquista e a manutenção do vínculo, que são basicamente as etapas do chamado funil de vendas, dependem do marketing.

É claro que, sozinho, sem uma boa oferta e um atendimento que aproxime o cliente, o marketing dificilmente se converte em vendas.

Mas não há dúvidas de isso passa por ele.

Temos aí, então, o primeiro dos motivos que justificam por que você deve investir em marketing.

Por que investir em marketing

Por que investir em marketing

Você já deve ter a sua própria visão sobre a importância do marketing, mas podemos acrescentar alguns itens a essa relação.

Confira mais ótimas razões para investir em marketing.

  • Garante que a divulgação chegue até o seu público-alvo

  • Permite conversar com suas personas de modo a criar empatia

  • Mostra aos potenciais clientes a sua preocupação com suas dores

  • Ajuda na construção de uma marca forte e com uma imagem positiva

  • Reforça autoridade e transmite relevância e credibilidade

  • Assegura a uniformização do discurso interna e externamente

  • No mínimo, o coloca em condições de igualdade com o concorrente

  • Gera leads e conduz o cliente de forma segura pelo funil de vendas

  • Contribui com o direcionamento correto de suas ações

  • Otimiza seus investimentos em divulgação e atração de clientes

  • Tem seu valor percebido de forma diferente da publicidade tradicional.

A propósito, sobre o último item da lista, vale uma explicação adicional.

Marketing e publicidade são conceitos por vezes confundidos, mas é muito importante entender as diferenças entre eles, como veremos no próximo tópico.

A diferença entre marketing e publicidade

Sua landing page está adequada para anúncio?

Há duas verdades sobre essa questão:

  1. A confusão entre os termos é comum

  2. Não é difícil entender a diferença entre eles.

O investimento em marketing é composto por ações diversas. Algumas demandam gastos financeiros. Outras, consomem somente tempo.

Entre essas ações, o marketing se vale da publicidade para divulgação massiva, ou seja, que atinja um maior número de pessoas.

Como o próprio nome indica, à publicidade compete tornar pública a estratégia de marketing.

Ela é parte do estudo e abordagem do mercado, sobre o qual falamos antes.

De forma geral, a publicidade sempre tem uma oferta e sua conversão sempre objetiva a venda – e de forma bem mais direta do que no marketing em si.

Quando um anúncio é veiculado em televisão, rádio, jornal, revista, redes sociais ou em links patrocinados do Google, por exemplo, esse é um ato publicitário.

Ao estudar o assunto, é bastante provável que você leia ou escute que o marketing é o “pai da publicidade”. Isso se deve ao seu caráter mais abrangente.

Resumindo bastante, então, a publicidade é também uma ação do marketing e, como você vai ver em seguida, ela se posiciona como um dos seus quatro pilares fundamentais.

Os 4Ps do Marketing

Os 4ps do marketing

Os 4Ps do marketing são um conceito utilizado para definir os quatro pilares da estratégia mercadológica.

São eles: produto, preço, praça e promoção – é neste último que se situa a publicidade, como acabamos de falar.

Sua proposta tem por objetivo guiar o estrategista de marketing para ações mais assertivas, com maiores chances de êxito.

O conceito foi desenvolvido por Phillip Kotler, professor norte-americano que é considerado como o guru do marketing, mestre e maior especialista no assunto.

Os 4Ps também são conhecidos como Marketing Mix ou Composto de Marketing.

Ao compreender as características de cada um de seus componentes, fica mais fácil determinar a sequência de ações, seus objetivos e os impactos na estratégia.

Produto

O que você tem a oferecer?

Essa é a pergunta central que ajuda a definir aquilo que será apresentado ao público e de que forma isso vai ser feito.

Esse primeiro P pode indicar um produto, um serviço ou a própria empresa e suas marcas.

O segredo aqui é evidenciar as suas características, os pontos fortes que devem ser destacados e as possíveis fraquezas a corrigir.

Preço

Agora que já tem um produto, precisa precificá-lo.

Qual é o seu real valor?

É bom lembrar que valor é diferente de preço, mas ajuda na sua formação.

Pense no que a sua solução entrega ao cliente para chegar a essa definição, que deve responder ainda como será a cobrança.

Não deixe de fora o custo de produção/execução, possíveis descontos e a sua margem de lucro.

O preço não deve ser alto o bastante para afugentar clientes, nem baixo demais que elimine seus ganhos.

Praça

Onde o produto ou serviço será comercializado, ou onde a empresa atua?

E aqui que você precisa determinar seu raio de abrangência, pois isso será decisivo para iniciar a segmentação do público-alvo.

Em tempos de negócios digitais, pode ser difícil definir uma praça que não seja abrangente.

Ainda assim, é recomendado que utilize esse P para determinar a sua disponibilidade, considerando as maneiras como é acessado e os horários em que isso acontece.

Promoção

Agora, estamos falando da divulgação propriamente dita.

É aqui que ocorrem as definições quanto às ações de publicidade.

Será necessário responder o que será feito para informar o público e convencê-lo a realizar uma conversão, que em geral tem por objetivo a materialização da venda.

Tipos de Marketing

Tipos de Marketing

Você já entendeu o que é marketing e acabou de descobrir os seus quatro pilares fundamentais.

Então, está pronto para começar a desenvolver a sua estratégia?

Ainda não!

Como você vai ver agora, há diferentes tipos de marketing e cada um deles exige abordagens diferentes.

Na prática, a sua definição de produto, preço, praça e promoção precisa se adequar às exigências particulares, que variam conforme a estratégia.

Vamos entender melhor analisando um a um?

Marketing Direto

Como o nome indica, o marketing direto acontece sem intermediários.

O cliente já conhece o que você oferece e suas ações são direcionadas a ele através de meios comuns.

É o marketing tradicional, cujo retorno costuma ser mais efetivo, até mesmo porque seus resultados são mais facilmente mensurados.

Para que dê certo, o marketing direto depende muito de uma caracterização precisa do seu público-alvo e da definição de personas, o que corresponde ao perfil do cliente ideal.

Afinal, só assim você conseguirá atingir o cliente com o tom de voz adequado, nos canais que ele costuma acessar, com o discurso a ele ajustado.

Ou seja, é preciso conhecer quem é seu cliente, ou potencial cliente. E conhecer bem.

Marketing Indireto

Quando você não deixa claro ao público que está vendendo algo (ou a si próprio), está fazendo marketing indireto.

Você já ouviu falar de mensagem subliminar?

É algo que fica por trás da mensagem principal, que ativa o nosso subconsciente.

Não é exagero fazer essa comparação, pois a abordagem indireta do marketing não recomenda nenhuma ação, não sugere uma compra, um clique, um download, enfim.

Mas pode servir de incentivo a fazê-lo.

O que ela faz é reforçar a imagem de uma marca, sua autoridade e relevância.

É uma estratégia que tem por objetivo gerar lembrança no longo prazo.

Assim, quando o consumidor se ver diante de uma necessidade futura de compra, na sua memória, estará vivo o recado de outrora, com sua marca vindo à cabeça de forma automática.

Não dá para ignorar o potencial de uma comunicação mais sutil.

Marketing Digital

Marketing Digital

Poderíamos resumir dizendo que o marketing digital é o marketing na internet.

Mas isso talvez limitasse as ações àquilo que você vê enquanto navega por suas páginas favoritas.

Só que, apesar de depender da internet, o marketing digital também se dá por aplicativos, por exemplo.

Ele compreende o uso das mídias digitais na sua estratégia.

Muitas vezes sem perceber, você consome o marketing em diferentes plataformas, em qualquer lugar, a todo instante.

É essa característica que faz do marketing digital uma estratégia poderosa.

Como fazer marketing hoje em dia se não explorar vídeos, fotos e textos em redes sociais?

Isso apenas para dar um exemplo.

O marketing adquire outra dimensão no meio digital, mas é também mais desafiador.

Cada vez mais, é preciso estudar seu público para oferecer a ele uma mensagem personalizada, que estimule o vínculo e o engajamento.

Fácil não é, mas não há outro caminho.

Em breve, toda forma de marketing tende a ser digital.

Marketing de Conteúdo

Agora, vamos falar sobre uma das melhores estratégias de marketing indireto.

Marketing de conteúdo é a arte de contar histórias e envolver o usuário a partir da oferta de informação útil e relevante.

Embora gere resultados mais efetivos apenas no longo prazo, eles costumam ser duradouros. E o melhor: pouco ou nada custam.

Seu principal formato está em blogs, nos quais uma marca ou empresa oferece conteúdo de interesse de suas personas, disponibilizando dicas úteis e que agregam valor ao usuário.

Na prática, assim, ela está fomentando a relação, estreitando vínculos e reforçando a sua autoridade no assunto.

Logo, vira uma referência e, como consequência, mais pessoas se juntam à sua base de clientes.

Marketing Pessoal

Marketing Pessoal

Nem sempre há algo tangível a divulgar.

Por vezes, o “produto” da venda somos nós mesmos, nossas habilidades e competências.

Nesses casos, o desafio é o mesmo: moldar uma imagem positiva, construir autoridade, demonstrar relevância… mas não de uma empresa ou de um produto, e sim de uma pessoa.

Como dá para perceber e o próprio nome refere, o marketing pessoal trabalha o indivíduo e enaltece seus pontos fortes.

Para se destacar no mercado e ser reconhecido como referência, é muito importante investir na imagem individual.

Isso fica ainda mais claro quando um negócio está centrado em uma pessoa, que pretende se posicionar como especialista.

Marketing de Relacionamento

Uma das funções do marketing, como já comentamos, é desenvolver vínculos com seu público.

Não dá mais para focar em uma relação pura e exclusivamente mercantil.

Você deseja vender, mas não pode empurrar um produto ou serviço.

Cada vez mais, o foco deve estar no cliente. Ele precisa perceber vantagens, ver a aquisição como um ganho, como um investimento e não como um custo.

Eis o desafio e, no marketing de relacionamento, pode estar a solução.

Dentro dessa estratégia, todas as ações são direcionadas para criar e manter uma boa relação com seu público.

É como estar ligado de forma permanente no que o cliente deseja, nas suas dores e necessidades.

Assim, quando ele manifestá-las (ou até mesmo antes disso), você se posicionará ao seu lado, reforçando o compromisso em ser o provedor de soluções que ele precisa.

Bem diferente da postura clássica e ultrapassada de um vendedor, não é mesmo?

Qual tipo de marketing é o melhor para mim?

Qual tipo de marketing é o melhor para mim?

Depois de conhecer os diferentes tipos de marketing, talvez reste aquela pontinha de dúvida.

Afinal, com tantas opções, como escolher qual caminho seguir e por onde começar?

Em primeiro lugar, entenda que as variáveis do marketing não são excludentes.

Ou seja, você não precisa escolher e se dedicar a uma só.

Inclusive, uma pode fazer parte da estratégia de outra.

Quer um exemplo?

O que é o marketing de conteúdo se não um tipo de marketing indireto?

E não lhe parece que é também uma excelente forma de praticar o marketing de relacionamento?

E mais: se você adota essa abordagem de agregar valor, fomentar o vínculo e não falar diretamente em vendas através de publicações na internet, está fazendo marketing digital, certo?

Veja que, em um só exemplo, apresentamos diferentes maneiras de encaixar sua ação de marketing.

Agora, para definir qual estratégia é a mais adequada, não há outro caminho a não ser conhecer seu público-alvo, definir as personas e se dedicar a um bom e completo plano de marketing.

Mãos à obra!

História do Marketing

História do Marketing

Quem inventou o marketing?

Difícil responder essa questão.

Fazer marketing é um conceito tão amplo que mesmo nas civilizações antigas ele já era praticado.

Isso não significa que na época do escambo, com as mais variadas moedas de troca, o marketing era como hoje.

Houve uma evolução, é claro. Aliás, mais do que uma.

A mais recente dela atende pelo nome de marketing digital, mas em vários outros períodos da história, pessoas e empresas fizeram a diferença ao conseguir convencer outras sobre o valor do que ofereciam.

A verdade é que muito cedo se percebeu que, para atingir um objetivo, era necessário estimular uma espécie de convencimento.

Como o próprio conceito de marketing refere, ele está diretamente relacionado à identificação e satisfação das necessidades, tanto humanas quanto sociais.

E essa é uma demanda que não surgiu agora, é claro.

Entre estudiosos, embora não haja consenso quanto à origem do marketing, o início do século passado é apontado como um momento marcante para o modelo com o qual estamos acostumados.

Foi a partir de então que, com o seu avanço como estratégia, o marketing despertou o interesse também como um fenômeno a ser estudado.

Na década de 40, por exemplo, após o fim da Segunda Guerra Mundial, muita gente teve que descobrir o que é marketing.

Afinal, era uma época ainda sombria, de crise e retração no consumo.

Empresas precisavam de uma boa estratégia para vender mais. E foi aí que grande parte dos mais famosos estudos de marketing foram produzidos.

Desde então, fazer marketing se posiciona como uma solução.

Caso queira avançar no assunto, veja alguns livros que vale a pena colocar na sua cabeceira:

  • Marketing 3.0

Autor: Phlilp Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan

Editora: Campus Elsevier

  • As 22 Consagradas Leis do Marketing

Autor: Al Ries e Jack Trout

Editora: Makron Books

  • Palavras que Funcionam

Autor: Frank Luntz

Editora: Alta Books

  • A Cauda Longa

Autor: Chris Anderson

Editora: Campus

  • A Bíblia do Marketing Digital

Autor: Cláudio Torres

Editora: Novatec

Conclusão

Conclusão: o que é marketing

Neste artigo, explicamos o que é marketing e suas diferentes formas de abordagem.

Seja qual for o seu objetivo, fazer marketing há muito tempo deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade.

Divulgar sua marca e o que você oferece, reforçar sua autoridade e demonstrar relevância são ações que hoje não valem como diferencial competitivo, mas como condição para a própria sobrevivência de um negócio.

Com essa realidade em mente, você tem agora as informações que precisa para começar a construir uma estratégia poderosa e eficiente.

Não fique para trás e garanta seu espaço no mercado.

Seja atrativo, interessante e moderno.

Saiba conversar com seu cliente.

Isso é fazer marketing

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Sobre o Autor

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.