Design Thinking: uma forma de eliminar pontos cegos no seu projeto

Entender o que é Design Thinking e, principalmente, como ele funciona pode te ajudar a enxergar o ponto cego em um projeto seu que só você não percebeu ainda.

Como assim?

Eu não sei se você dirige, mas se a resposta for sim, você provavelmente já passou por essa situação que eu vou descrever.

Você está dirigindo tranquilamente o seu carro quando decide pegar a faixa da esquerda.

Com isso, você olha no retrovisor, liga a seta, começa a ir pro lado quando e, de repente, leva um susto com uma buzinada do carro que já estava naquela faixa.

Se tiver um passageiro com você, pode ser que ele também grite pra te avisar do carro ao lado. 

Isso tudo pode acontecer simplesmente porque o outro carro estava no seu ponto cego. 

Um ponto que o espelho do retrovisor não capta.

Por mais que você estivesse prestando atenção, não tinha como ver.

Isso quer dizer que se o carro ao lado não tivesse buzinado ou se o passageiro que estava com você não avisasse, um acidente de trânsito poderia ter ocorrido.

O Design Thinking funciona mais ou menos como a buzinada do outro carro ou como o grito do passageiro.

Ele te mostra algo que você, sozinho, não enxerga. 

Sabe quando você está em um projeto para criar um produto ou serviço, mas não sai do lugar? 

Ou quando você não consegue pensar em alternativas diferentes ou não entende como esse produto pode impactar a vida dos seus clientes?

É como se fosse um ponto cego no seu projeto. Um ponto cego que só você não vê.

Bem, o Design Thinking pode te ajudar e é isso que eu te mostro nesse artigo.

Além disso, destaco os benefícios dessa metodologia para o seu negócio e dou exemplos de empresas que já aplicaram essa forma de trabalhar para criar produtos e serviços.

Mas antes disso tudo eu explico…

O que é design thinking?

Design Thinking é um modelo de trabalho para criar produtos e serviços com foco nas necessidades, desejos e limitações das pessoas.

O termo vem do Design, área que leva em consideração a empatia pelo usuário, estudo do cenário atual, alternativas e protótipos para criar novos produtos e pensar em soluções para as pessoas.

De maneira bem simples e direta, o Design Thinking busca resolver problemas de forma coletiva e com empatia máxima pelos interessados no assunto, que podem ser clientes ou funcionários da sua empresa, por exemplo. 

Mais para frente eu vou te mostrar como esse método de trabalho funciona, mas já adianto que ele envolve uma equipe multidisciplinar, ou seja, de áreas diferentes, em busca de uma resolução.

O objetivo final é sempre criar um produto ou serviço. Isso quer dizer que pode ser um produto novo a ser lançado pela sua empresa ou simplesmente a solução de um problema interno no seu negócio.

Os grandes responsáveis por popularizar o Design Thinking foram os irmãos David e Tom Kelley, fundadores da IDEO, e Tim Brown, atual CEO da empresa.

A IDEO é uma das empresas mais famosas do mundo na área do Design e da Inovação. Fundada em 1978, ela realizou vários projetos, como o icônico mouse da Apple, o design do Palmtop, a garrafa pet da Pepsi, entre muitos outros produtos.

Tudo isso aplicando o Design Thinking.

Essa forma de trabalhar envolve 5 etapas, que eu mostro agora.

As 5 etapas do Design Thinking

Como eu já adiantei ali em cima, qualquer projeto envolvendo o Design Thinking precisa de uma equipe multidisciplinar.

Isso quer dizer que você precisará de um time de áreas diferentes para trabalhar de maneira coletiva em busca de uma solução ou oportunidade para a sua empresa.

A ideia aqui é que pessoas com conhecimentos diferentes tendem a criar projetos mais completos, pois têm visões diferentes sobre determinados assuntos.

Basicamente, o Design Thinking conta com cinco etapas. Mas antes de começar a segui-las, você precisa definir o tema ou problema a ser trabalhado. 

A partir daí, você segue a metodologia:

1 – Imersão

Essa primeira etapa é dividida em duas parte: a preliminar e a em profundidade.

Na imersão preliminar são colhidas todas as informações necessárias para desenvolver o projeto. É comum a realização de entrevistas e pesquisas de campo. 

Com todas as informações em mãos, a fase seguinte é imersão em profundidade. Nela, os participantes analisam e anotam todos os insights em cartões ou em post-its para facilitar o manuseio dessas informações.

Eu não sei se você sabe, mas existe uma diferença entre ideias e insights. 

Insight é um termo em inglês utilizado na psicologia para definir o momento em que uma pessoa se dá conta de alguma coisa, ou seja, toma consciência de um problema ou situação. 

Já a ideia é a solução ou possível solução para o problema levantado. 

Por isso, nessa etapa da imersão são anotados os insights e não as ideias ainda. 

2 – Análise e síntese

Aqui, os participantes fazem uma análise lógica dos insights anotados na imersão e separam os cartões de uma forma que dê para entender o problema a ser resolvido.

Os cartões com os insights podem ser organizados em diagramas, mapas conceituais, mapas de empatia, critérios norteadores…

É uma etapa de muita conversa e brainstorm (tempestade de ideias, em inglês). 

3 – Ideação

É aqui na ideação que o problema começa a ter uma solução. Essa é a etapa de pensar em ideias inovadoras para resolver a questão apresentada. 

Além da equipe que toca o projeto, é importante que os beneficiários da solução buscada também participem dessa etapa de alguma forma.

Isso porque ninguém melhor do que a pessoa que enfrenta o problema todos os dias para dar informações importantes ao grupo.

Então se, por exemplo, sua empresa está com problemas para definir as formas de pagamento do seu produto, chame alguém do financeiro para participar da dinâmica também.

4 – Prototipação 

Nessa etapa, as decisões começam a tomar forma, já que o produto, serviço ou resolução de um problema é prototipado.

Aqui as ideias levantadas na etapa anterior tomam forma para serem testadas. Ainda não é a versão final, ou seja, apenas um protótipo.

E esse “protótipo” pode ser um serviço, um produto ou simplesmente uma forma diferente de trabalhar dentro da sua empresa. 

Isso quer dizer que apesar do nome “protótipo” não é, necessariamente, algo físico.

5- Desenvolvimento

Depois de testado, o produto, serviço ou resolução passa para a fase de finalização. A partir daqui ele será usado.

Mas é importante destacar que o processo de desenvolvimento deve ser contínuo. Ou seja, o produto precisa ser monitorado mesmo depois do fim do projeto. 

É uma fase de desenvolvimento e acompanhamento do que foi feito pela equipe. 

Bem, como é um processo que tem por objetivo ouvir muitas opiniões e criar um produto final que atenda às necessidades reais do usuário, o Design Thinking gera benefícios para as empresas.

Esse é o assunto do meu próximo tópico.

Benefícios do Design Thinking para a sua empresa

Por ser uma metodologia que envolve pessoas de áreas diferentes da empresa em busca de uma solução focada nas necessidades do cliente, o Design Thinking tende a gerar resultados positivos para o seu negócio.

Separei aqui 4 deles:

1 – Conhecer o seu o cliente

A primeira etapa do Design Thinking é a imersão, ou seja, o momento de conhecer melhor o perfil dos seus clientes e entender as necessidades deles. 

Nessa fase você pode enviar questionários para a sua audiência e até mesmo fazer entrevistas individuais (presenciais ou não).

É uma forma de se aproximar dos seus clientes e buscar saber o que eles gostam ou não no seu produto ou serviço.

2 – Envolver sua equipe nos processos 

O Design Thinking só funciona se for em equipe. A ideia toda da metodologia gira em torno disso.

Logo, essa forma de trabalhar envolve diversas pessoas e áreas de uma empresa. 

Os colaboradores participam desde a fase da definição do projeto até a criação do produto ou serviço.

3 – Senso de co-propriedade

Com as equipes sendo envolvidas na solução dos problemas, todos se sentem responsáveis pela solução encontrada. 

Isso faz com que todos valorizem o esforço da empresa e se sintam responsáveis pelo sucesso do produto, serviço ou resolução criada.

4 – Testar antes de investir

Em Design Thinking, nenhuma ideia é implementada antes de ser realmente testada. 

O protótipo criado depois da seleção de alternativas torna as ideias mais palpáveis, reduz os riscos de investimentos equivocados e evita o retrabalho.

Agora que você já sabe o que é Design Thinking, quais as etapas dessa metodologia e seus benefícios, vou te mostrar algumas empresas que já a implementaram para criar produtos.

Empresas que adotaram o Design Thinking

Muitas empresas usam o Design Thinking para pensar em soluções e buscar oportunidades no mercado.

Aqui mesmo na Ignição Digital, empresa que une Klickpages e Fórmula de Lançamento, esse processo já foi utilizado. 

Recentemente, nossa diretora de operações reuniu pessoas de áreas diferentes para pensar em como criar um novo produto. 

Como foi apenas o primeiro encontro, os participantes anotaram seus insights em post-its. A ideia é que na próxima reunião, esses “insights” sejam transformados em ideias mais concretas. 

Eu participei da primeira reunião e achei bem legal ouvir o que os meus colegas de outras áreas pensavam sobre a questão.

Às vezes, uma pessoa de outro departamento levanta uma objeção que você nem pode imaginar, já que não faz parte do seu dia a dia.

Por isso o Design Thinking é tão interessante.

Para te inspirar a usar essa metodologia, separei aqui uma listinha com mais 4 empresas que também já aplicaram o Design Thinking. 

Confere só:

Apple 

Para criar um mouse, a Apple contratou a empresa especializada em Design Thinking IDEO.

O desafio era desenvolver um novo tipo de dispositivo de navegação no computador que fosse mais barato e mais confiável do que qualquer outro do mercado. 

Depois de um projeto formado por uma equipe multidisciplinar a Apple criou o primeiro mouse comercial do mundo. 

O mecanismo básico desse aparelho é usado em praticamente todos os mouses produzidos até hoje.

UberEats 

Com  a criação do UberEats, a Uber levou motoristas que usam o aplicativo para um novo nicho: o delivery de restaurantes.

Para entrar nesse mercado, foi feita uma imersão de grandes proporções. Donos de restaurantes e clientes de mais de 80 cidades foram ouvidos.

A prototipação e os testes também passaram pela abordagem do design thinking e hoje o UberEats já disputa o espaço de outros aplicativos de entrega que já existem há mais tempo.

Warner Bros

Essa produtora de filmes e programas televisivos precisava de um golfinho para rodar o filme Free Willy

A empresa IDEO entrou em ação de novo. Eles desenvolveram um golfinho de borracha de 3,5 toneladas, com dispositivo animatrônico, ou seja, dispositivo robótico que reproduz movimentos de algum ser vivo.

Com isso, quase 50% da atuação da orca Willy foi feita pelo “animal” de borracha.

Natura

A empresa de cosméticos precisava criar produtos para cabelos 30% mais baratos que as linhas mais básicas. 

Além disso, o impacto ambiental desse produto precisava ser 50% menor em relação a outras embalagens da empresa

Os pesquisadores da empresa se hospedaram por alguns dias em algumas casas para ver como os consumidores lidam com os shampoos e responder questões, como: 

Qual é a importância da embalagem na compra? Quanto tempo dura um frasco? Onde ficam guardados em casa?

Eles descobriram que, para pagar menos e ocupar pouco espaço no armário, muitas pessoas compram refis como se fossem o produto final.

A Natura, então, criou a linha Sou, em que shampoos e condicionadores vêm em embalagem de refil. 

A embalagem é um saquinho com tampa e formato para ficar em pé, não vem em caixas.

Resultado disso tudo: a economia com embalagem foi de 70%. É o produto mais sustentável da empresa. Sem contar que é uma das linhas que mais vendem. 

Mais clientes para o seu negócio

Eu te mostrei que o Design Thinking é uma forma de trabalhar que envolve equipes multidisciplinares com o objetivo de criar produtos que atendam às necessidades dos usuários.

Bem, depois de criar o produto ou serviço, você precisa divulgá-lo para a sua audiência. Mas você precisa fazer isso do jeito certo, caso contrário será um trabalho perdido.

Na internet, a melhor forma de fazer isso é com uma landing page.

Nessa página, você pode oferecer alguma recompensa em troca do contato das pessoas – o e-mail é sempre a melhor opção.

Com a sua própria lista de e-mails você pode enviar conteúdo de qualidade para essa audiência e transformar essas leads em clientes. 

Se você não sabe como criar uma landing page, o Klickpages é a ferramenta ideal para te ajudar.

Com o KP, você cria as suas páginas em apenas 3 passos. Olha só:

  1. Escolha seu modelo: existem opções com alta taxa de conversão, já testadas e aprovadas pelo mercado.

  2. Divirta-se customizando a página: edite os textos, escolha as cores e as imagens, além de ocultar os elementos que você não queira.

  3. Publique: depois é só publicar no seu próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

Neste artigo, eu te mostrei que o Design Thinking pode ser a solução pra acabar com aquele ponto cego no seu projeto que só você não vê.

Isso porque essa metodologia de trabalho usa equipes multidisciplinares (de áreas diferentes) para buscar uma solução para um problema.

Essa solução, que pode ser um produto ou serviço, precisa atender, de fato, às necessidades do cliente. 

Eu te mostrei ainda que o termo Design Thinking veio do Design, área que leva em consideração a empatia pelo usuário, o estudo do cenário atual, alternativas e protótipos para criar novos produtos e pensar em soluções.

Você viu também que essa metodologia conta com cinco etapas: imersão, análise e síntese, ideação, prototipação e desenvolvimento.

Por fim, eu trouxe os benefícios do Design Thinking para sua empresa, entre eles, conhecer melhor o seu cliente e incluir seus colaboradores no processo de criação de um produto. Além disso, trouxe exemplos de algumas empresas que já usam essa técnica de trabalho.

Você já conhecia o Design Thinking? Já usou na sua empresa ou em algum projeto? Me conta aqui nos comentários.

 

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Sobre o Autor

Juliana Amorim

Jornalista de formação e redatora de coração. Apaixonada por livros, revistas e jornais, meu único caminho era escrever. Já trabalhei como repórter, editora e apresentadora (de rádio, gente, não de TV) e, agora, faço parte do time de conteúdo do Klickpages. Adoro aprender e escrever sobre o universo do Marketing Digital e do Empreendedorismo. Tenho dois gatos lindos, adoro projetos de “do it yourself” e sou daquelas que viram a noite maratonando séries. Não dispenso uma boa conversa e simplesmente consigo transformar qualquer acontecimento bobo do meu dia em uma grande história.

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