O que é neuromarketing, exemplos e 7 técnicas para você aplicar

O que é neuromarketing, exemplos e 7 técnicas para você aplicar

Se você quer entender o comportamento dos seus consumidores, a resposta pode estar no neuromarketing.

Esse é um conceito bem interessante, pois diz respeito ao modo como uma marca impacta a mente das pessoas.

Não exatamente a marca em si, mas a mensagem que ela transmite, como na forma de textos ou imagens.

Imagine, então, você saber o que faz um anúncio ser bem-sucedido.

Ou desvendar o que as empresas fazem para levar você a comprar delas.

Quais são os segredos de uma estratégia de sucesso, afinal?

Pode ter certeza de que, por trás dela, há técnicas de neuromarketing eficientes.

E é por isso que você precisa ler este artigo até o final.

Vou explicar o que é neuromarketing, trazer exemplos de como ele é usado pelas empresas e, claro, técnicas básicas para você aplicar hoje mesmo no seu negócio.

Boa leitura!

O que é neuromarketing?

O que é neuromarketing?

Neuromarketing é o estudo formal das respostas do cérebro à publicidade e ao branding das marcas.

O termo foi introduzido pela primeira vez em 2002, mas o interesse no cérebro humano para fins de marketing já estava presente desde a década de 1990.

O que os pesquisadores fazem, basicamente, é medir as ondas cerebrais do cliente por meio de tecnologias bem bacanas.

Entram aí exames como ressonância magnética e eletroencefalograma.

São métodos de diagnóstico em saúde, mas com uma aplicação diferente.

Nesse caso, seu uso se volta a investigar quais processos no cérebro do consumidor influenciam suas decisões de compra.

Ou seja, as empresas aprendem por que seus clientes tomam as decisões.

E mais: elas descobrem que partes do cérebro é que motivam eles a fazer isso.

Com essa informação em mãos, tudo na estratégia muda.

As empresas podem otimizar as campanhas publicitárias, ajustando a mensagem com base no feedback do consumidor.

Tudo para obter resultados melhores de verdade.

Quero te contar ainda que toda essa conversa de neuromarketing se baseia em 3 pontos principais, que são:

  • Neurociências: pesquisa do cérebro e como ele funciona

  • Neuroeconomia: pesquisa das decisões econômicas de todos os tipos

  • Neurociência do consumidor: pesquisa de comportamento do consumidor usando métodos de neurociência.

Ok, mas onde ele se aplica?

É o que vou te contar agora.

Principais áreas onde o neuromarketing pode ser aplicado

Principais áreas onde o neuromarketing pode ser aplicado

O neuromarketing não é um novo tipo de marketing.

Na verdade, é uma maneira diferente de estudar marketing, o que faz parte do campo de pesquisa de mercado.

E são seis as áreas principais para a sua aplicação.

Confere aí!

Branding

Branding é a identidade da marca.

E você já parou para pensar como uma identidade consistente e sólida é essencial hoje em dia?

Aqui, o papel do neuromarketing é ajudar a entender quais ideias, conceitos e sensações o cliente relaciona à sua marca e sua identidade.

O importante é ter conexões com conceitos positivos que aprofundem seu branding.

Se você ainda não investe em branding, pode estar perdendo várias oportunidades de criar uma conexão forte com seu público.

Sugiro a leitura deste outro artigo sobre como gerir sua marca com eficiência.

Design de produtos e inovação

Para uma empresa conseguir manter um crescimento saudável e boa competitividade ao longo do tempo, ela tem que investir em inovação.

Não dá para pensar diferente nesse mundo altamente tecnológico, em que tudo muda e se transforma com muita rapidez.

Aí, o neuromarketing entra em jogo para medir as respostas dos consumidores a novas ideias de produtos ou versões alternativas de design de produtos e de embalagens.

E ele é ainda mais importante porque grande parte desses estímulos acontece de forma automática, emocional e fora da nossa percepção consciente.

Assim, você pode aplicar o neuromarketing para testar a eficácia de um projeto antes de iniciar uma produção em maior escala.

Tomada de decisão

Tomada de decisão

Já não é mais nenhum segredo que o neuromarketing é usado para compreender a tomada de decisão dos consumidores.

Mas o que influencia e determina diretamente essa decisão?

Para entender, vale brincar com o ambiente da sua loja física ou mesmo do seu site e observar as mudanças.

Até porque esse processo é mais emocional do que lógico e racional.

Efetividade da publicidade

Como eu já comentei, a recepção de um anúncio acontece principalmente de modo inconsciente pelo consumidor.

Então, é correto usar todos os fatores que influenciam a recepção da mensagem, como som, visual ou até mesmo o sentido olfativo.

Em seguida, aplicar o neuromarketing para medir esses processos inconscientes e a efetividade do anúncio.

Efetividade do entretenimento

Não precisa ser nenhum gênio para perceber que o entretenimento cria experiências nas mentes das pessoas que podem influenciar suas atitudes e preferências.

Você já deve ter visto algum documentário que mudou opiniões e comportamentos.

E as empresas sabem disso.

Então, elas podem usar o neuromarketing para mostrar o que acontece de fato quando o entretenimento nos transporta para um mundo imaginário.

Por exemplo, podem avaliar a efetividade que um webinário tem na aquisição do seu serviço.

Experiências online

É fato que passamos grande parte do dia online.

Afinal, a internet está ali, na palma da mão, fácil de acessar pelo celular.

É por isso que a neurociência (e por consequência o neuromarketing) pode ser aplicada para mostrar as maneiras como somos influenciados.

E também como isso acontece conforme nos movimentamos online no dia a dia.

Ou seja, permite que a empresa entenda tudo o que há de intuitivo por trás do comportamento do usuário.

A partir daí, permite buscar formas de otimizar a experiência.

Exemplo de neuromarketing

Exemplo de neuromarketing

Agora que você sabe quais as principais áreas em que o neuromarketing é aplicado, separei exemplos de empresas que já utilizam a metodologia com sucesso.

Hyundai

A Hyundai foi um caso de sucesso ao usar o eletroencefalograma para avaliar o protótipo de um automóvel.

A pesquisa focou na usabilidade do modelo.

Foram 30 participantes, 15 homens e 15 mulheres, que examinaram um protótipo do carro durante uma hora.

Para o experimento, eles usaram bonés adaptados com eletrodos.

Foi aí que o aparelho mediu as atividades cerebrais de cada um em resposta a diferentes características do protótipo.

Ficou fácil identificar situações e estímulos mais prováveis de levar o cliente a fechar o negócio.

E era justamente isso que a empresa queria, é claro.

Netflix

Dos carros para o streaming de vídeos.

Você talvez já tenha notado que a Netflix oferece um teste gratuíto para obter algo em troca: a assinatura do serviço.

É o que se chama de princípio da reciprocidade.

Ao dar o primeiro mês ao cliente, a empresa conecta os usuários ao serviço completo e mostra seus benefícios na prática.

É o estímulo que faltava para muitos consumidores confirmarem a assinatura depois do período de teste.

Lembrando que o Spotify (streaming de músicas) faz a mesma coisa.

7 técnicas de neuromarketing para você aplicar no seu negócio

7 técnicas de neuromarketing para você aplicar no seu negócio

As técnicas de neuromarketing não são um achismo.

Elas têm base em princípios científicos. Partem de como os humanos realmente pensam e decidem.

É por isso que oferecem insights tão importantes.

Alguns deles você não consegue obter em nenhuma pesquisa de mercado.

Então, curioso para saber como usar neuromarketing no seu negócio?

Já te adianto que as opções são variadas.

É só escolher a que melhor combina com a sua estratégia.

1. Imagens funcionam melhor que textos

Para algumas pessoas, conteúdo visual é muito mais fácil de ser compreendido do que um texto.

Podemos ver isso através da crescente popularidade de plataformas exclusivamente visuais, como Instagram, Pinterest e Tumblr.

Então, se você quer dar destaque para mensagens publicitárias, tenha a certeza de usar imagens para contextualizar produtos ou serviços.

A Coca-Cola é um bom exemplo disso. Aliás, um ótimo exemplo.

Você já deve ter notado que a marca não fala das características do refrigerante em si.

A tal fórmula da Coca-Cola, inclusive, é quase uma lenda.

O que seus estrategistas fazem é criar campanhas bonitas e visualmente atrativas, nas quais o produto não é o personagem principal da narrativa.

Na verdade, ele é apenas uma parte integrante do contexto geral do anúncio. Por exemplo, durante a última Copa do Mundo a Coca-Cola focou mais na emoção do torcedor do que no produto em sí:

O destaque fica por conta das sensações que provoca em quem o consome.

2. Use rostos de pessoas

Use rostos de pessoas

O uso de imagens de pessoas reais, em especial com foco no rosto delas, funciona muito bem na publicidade de produtos.

Logo, você pode – e deve – usar essa tática para influenciar seus clientes.

OK, mas como fazer isso?

Uma ideia simples, mas com bom potencial, é jogar com a direção do olhar das pessoas.

Leve a atenção do cliente para itens de importância dentro do anúncio geral, como um call to action ou um formulário em uma landing page, por exemplo.

Isso tudo ainda ajuda a criar um vínculo emocional com seu produto.

3. Psicologia das cores

As pessoas levam cerca de 90 segundos para tomar a decisão de compra ao interagir com um produto.

E mais: até 90% da avaliação é baseada em cores.

Perceba a importância desse fator para o neuromarketing.

Qualquer profissional de marketing precisa entender os fundamentos da psicologia das cores.

Há tons que afetam as pessoas e provocam sentimentos de diferentes maneiras, dependendo das nossas experiências.

O vermelho, por exemplo, aciona um senso de urgência.

O azul é pensado para construir um senso de confiança.

Já o verde representa saúde e crescimento.

Fica a dica: use cores que se conectam com as emoções que você deseja que seus clientes sintam ao interagir com seu produto.

4. Melhor não perder do que ganhar

Os gatilhos mentais da escassez e da urgência também funcionam bem como tática de neuromarketing.

Afinal, o medo de ficar sem ou perder algo tem mais influência no cliente do que a própria possibilidade de compra.

É por isso que tanta gente se vê atraída quando um anúncio diz “últimas unidades”.

Ou quando há uma contagem regressiva para o fim da oferta.

A tática ajuda a aumentar o valor percebido de um produto, serviço ou oferta, melhorando as conversões.

O interessante é que esse tipo de gatilho pode ser usado de várias maneiras.

Só não vale enganar o consumidor.

Criar uma falsa escassez não é positivo para a reputação da marca.

5. Use fontes de texto simples para facilitar a leitura e encorajar a tomada de decisão

Pode parecer besteira, mas está longe de ser: sua escolha de fontes de texto pode influenciar as decisões do público.

O tipo e estilo de fonte têm um efeito direto em como as pessoas percebem o conteúdo.

Então, se você precisa convencer um cliente a realizar algum tipo de ação, faça isso com uma fonte simples e fácil de ler.

Quanto mais difícil ela for, mais atrito será criado e menos provável será a ação das pessoas.

Leve esse aprendizado para todas as suas comunicações.

E considere ainda as seguintes dicas para a seleção de fontes:

  • Seja consistente e use os mesmos tipos de fontes em todo o material

  • Use negrito (quando necessário) para aumentar o impacto de uma ou mais palavras em uma frase

  • Use diferentes cores para contrastar sua mensagem

  • Brinque com o kerning, aquele espaço entre as letras.

6. Layout do site/landing page

Layout do site/landing page

Imagens, fontes e cores têm um papel importante na percepção do cliente sobre sua marca.

Ok, eu já disse isso.

Mas tudo faz parte de algo maior que também é influenciado pelo neuromarketing: o layout do seu site ou landing page.

Então, para tirar o melhor proveito do design, tenho duas sugestões para você.

A primeira é realizar testes A/B com algumas variáveis e avaliar qual das versões da página têm melhor desempenho.

A segunda é usar mapas de calor para identificar em quais locais do seu site os usuários passam mais tempo.

7. Ancoragem de preços

Vamos combinar uma coisa: enquanto consumidores, somos muito mais propensos a usar a comparação com outros produtos para definir se ele é caro ou barato.

É por isso que a ancoragem de preços é uma ótima tática para fechar mais negócios.

A estratégia serve como uma isca para atrair clientes em potencial a comprar algo pelo preço pretendido, embora o preço real seja menor.

O que ela faz é convencer o comprador a acreditar que vale a pena investir.

Por exemplo, se você tem um e-commerce de artigos variados, pode fazer um pacote com produtos relacionados a um preço mais atrativo do que se comprados de maneira separada.

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Eu já falei rapidamente sobre landing pages, mas vale avançar um pouco nessa ferramenta de geração de leads.

Ela é uma página de entrada, uma peça online na qual o usuário registra seu e-mail para ter acesso a um material exclusivo.

Pode ser um e-book, um curso gratuito, enfim.

Vale até usar técnicas de neuromarketing para levar esse visitante a ingressar no seu funil de vendas.

Até porque, a partir daí, ele fica mais perto de virar um cliente de fato.

Não sabe como fazer uma landing page poderosa?

É só usar o Klickpages para criar a sua em três passos:

  1. Escolha o modelo: veja opções de alta conversão comprovada por testes.

  2. Customize a página: feita a escolha, é só editar os textos, as cores e as imagens, além de ocultar elementos que pouco agregam.

  3. Publique: ao final, com tudo pronto, basta só publicar no seu próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

Conclusão

Você viu neste artigo que o neuromarketing utiliza uma variedade de ferramentas e técnicas para medir as respostas e o comportamento do consumidor.

E conferiu que as possibilidades que se abrem a partir daí são várias.

Vão desde abordagens relativamente simples e baratas, como análise de expressões faciais, até experiências sensoriais mais complexas, como a medição da frequência cardíaca.

Gostou do que viu? Quer colocar em prática o que aprendeu?

Minha sugestão final é que pegue esse conhecimento e comece a aplicar agora mesmo.

Sim, não há tempo a perder.

Com as táticas de neuromarketing que melhor combinam com a sua estratégia, não vai demorar para você tirar proveito e fechar mais vendas.

Depois, não se esqueça de voltar aqui para compartilhar a sua experiência nos comentários.

É sempre bom conhecer histórias de sucesso. E que a sua seja a próxima!

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Sobre o Autor

Hugo Rocha

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.

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