O que é MVP e 7 passos para fazer o Produto Mínimo Viável

O que é MVP e 7 passos para fazer o Produto Mínimo Viável

Será que a sua empresa precisa de um MVP?

A pergunta é pertinente, pois muitos daqueles que entendem o que é o produto mínimo viável, ou tem uma noção sobre o conceito, o vinculam às startups.

Se você não se enquadra entre elas, entenda que esta leitura também é para você.

Quando falamos no Minimum Viable Product, expressão em inglês que dá origem à sigla MVP, estamos nos referindo a mais uma daquelas metodologias que fazem muito sucesso com as empresas de base tecnológica, mas que não se limitam a elas.

Ao compreender o que é MVP em um startup, você pode facilmente identificar um potencial na ferramenta para ajudá-lo a obter resultados melhores, seja qual for o seu modelo de negócio.

Então, curioso para aprender mais?

Neste artigo, vamos explicar o conceito, dar dicas sobre como fazer um MVP e detalhar os instrumentos utilizados.

Você vai conhecer os tipos de MVP, as suas vantagens, riscos e também conferir exemplos de MVP.

Este é um guia completo, prático e definitivo sobre o tema.

Então, aproveite a leitura.

O que é produto mínimo viável (MVP)?

O que é produto mínimo viável (MVP)?

Produto mínimo viável, ou MVP, é a versão mais simples de um projeto, reunindo as características básicas para que ele seja considerado apto para inserção no mercado, exigindo para tanto o menor esforço em recursos e desenvolvimento.

Não significa, portanto, que seja a versão ideal de um lançamento, mas aquela possível para que esse lançamento aconteça da forma mais breve.

Embora o caráter de celeridade, apostar no MVP não significa apresentar ao mercado uma solução fadada ao fracasso.

Para chegar à sua definição, há uma série de etapas a cumprir, cujo objetivo é garantir justamente um produto em condições de lançamento e manutenção, enfrentando os riscos inerentes ao cenário.

Ou seja, é preciso validar uma ideia para garantir que ela chegue ao seu público solucionando as dores para as quais foi projetada.

Outro aspecto importante a saber sobre o conceito é que, apesar de falar em produto, não se restringe a ele.

A aplicação do MVP vale para lançamentos de projetos como um todo.

Pode ser um produto, de fato, ou mesmo um novo serviço. Se aplica também a uma nova marca ou até a uma empresa ou modelo de negócio.

Todas essas são situações que se beneficiam de um MVP.

MVP e startups

Por que, quando falamos em MVP, há uma ligação imediata com startups?

Como já destacado, o conceito não se aplica somente a elas, mas podemos dizer que foi originalmente pensado para esse tipo de empresa.

A resposta está no livro A Startup Enxuta, de Eric Ries.

Esta obra não apenas apresentou o Minimum Viable Product, como segue sendo a principal referência sobre o assunto.

A proposta de Ries é pautada na eficiência, algo sempre priorizado por startups.

Ele destaca que toda empresa precisa atacar pontos de desperdício, seja de tempo, esforço ou recursos.

Também defende que encontrar o MVP é um aspecto importante para o ciclo de vida do empreendimento.

O livro de Ries descreve princípios que “podem ser utilizados tanto por startups de empresas de garagem quanto por inovadores presentes nas grandes empresas”.

Então, se você persegue a inovação no seu negócio, é uma ótima ideia saber mais sobre o conceito.

MVP não é protótipo ou solução ruim da sua ideia

MVP não é protótipo ou solução ruim da sua ideia

Tenha muito cuidado antes de acreditar ter um MVP.

Ainda hoje, mesmo com tantas informações disponíveis, há empreendedores que confundem o conceito, apostando em um projeto piloto sem condições de ser lançado.

Seria algo como jogar ao mercado uma ideia e ver como ela se comporta na prática.

Ainda que faça isso sem envolver diretamente a sua marca ou empresa, o que evita “queimar” o filme junto ao público, seria no mínimo ineficiente.

Em bom português: uma perda de tempo.

O MVP não é um projeto proposto para dar errado e, a partir disso, gerar aprendizados.

Ele é a versão resumida de algo que já precisa entregar valor.

Não significa que não seja também uma oportunidade de receber feedbacks e evoluir.

Afinal, essa é uma das principais razões para se propor um MVP, avaliando como ele se comporta e os retornos recebidos para aprimorar a versão final.

Só não caia no erro de testar algo que não corresponde ao modelo de operação que será adotado.

Veja da seguinte forma: você tem um projeto, sabe o valor que ele pode entregar e quer que isso aconteça com a menor repercussão possível para você, exigindo menos investimento, seja financeiro ou de tempo.

Esse entendimento se tornará mais claro ao conhecer as principais características do MVP.

Características do MVP

Características do MVP

Antes de falarmos do que caracteriza um MVP, vamos analisar individualmente cada um dos termos que compõem a expressão.

Esse exercício já nos dará importantes pistas sobre o que não pode faltar na sua definição.

Veja:

  • Minimum: se refere ao tamanho ou ao tempo, sempre buscando o menor possível

  • Viable: que possa ser proposto de modo a agregar valor suficiente para agradar ao seu público e, assim, gerar interesse e receitas

  • Product: produto, serviço, marca ou empresa – é o projeto marcado pela utilidade e coesão que entrega ao mercado.

Dito isso, podemos entender que um MVP, obrigatoriamente, reúne as seguintes características:

  • Parte sempre de um planejamento estratégico com ações que objetivam a sua definição

  • É econômico, tanto do ponto de vista financeiro quanto de tempo e desenvolvimento

  • Oferece qualidade mínima para despertar o interesse do público

  • Seus benefícios sugerem a manutenção da utilização, de modo a fidelizar clientes

  • Cria um processo cíclico de feedback, o que garante o seu aperfeiçoamento.

Então, já sabe agora se o MVP é mesmo para você e por que ele é importante?

Se ainda tem dúvidas, vamos trazer no próximo tópico mais alguns elementos para contribuir com o seu entendimento.

Por que fazer um produto mínimo viável é importante?

Por que fazer um produto mínimo viável é importante?

Você sempre ouviu que a pressa é inimiga da perfeição.

Esse é um ditado que vem à mente quando falamos no MVP e na ideia de colocar logo um produto no mercado.

Então, fica a dúvida: como a celeridade que caracteriza o produto mínimo viável pode contribuir com a apresentação de uma versão ideal do seu lançamento?

Inicialmente, não confunda celeridade com pressa.

A pressa se encaixaria no que falamos antes, sobre jogar uma ideia não lapidada no mercado para ver no que vai dar.

Ter um MVP, por sua vez, pode ser decisivo para tirar uma ideia do papel.

Quer entender melhor? Faça uma reflexão.

Quantos projetos já passaram pela sua cabeça, quantas ideias de negócios, de novos produtos ou serviços, que acabaram ficando ali, em stand by?

Traçando um paralelo com a nossa vida pessoal, quantas metas foram adiadas para começar na próxima segunda-feira?

O fato é que, em uma empresa, não dá para ser assim, pois tempo realmente é dinheiro.

Da mesma forma que ter pressa não ajuda em nada, adiar a disponibilidade de um projeto só serve para gerar desgaste e prejuízos.

Em alguns modelos de negócios, inclusive, há uma corrida contra o tempo para que as receitas comecem a aparecer, sob pena de comprometer o empreendimento como um todo.

É o caso das startups, que não por acaso são o berço do MVP.

Se você tem uma ideia inovadora, mas não a coloca em prática, são grandes as chances de a concorrência pular na frente e lançá-la antes de você.

Não se trata de espionagem comercial, mas de um reflexo natural de um mercado altamente competitivo.

Ser inovador significa agir. Vai esperar de braços cruzados?

Vantagens

Vantagens

Você já deve ter percebido ao longo da leitura boas razões para apostar em um MVP no seu negócio.

Mas para que tudo fique mais claro, separamos neste tópico as suas principais vantagens.

Vamos dar uma olhada nelas?

Valida hipóteses

Você pode ter um amplo estudo e conhecimento do mercado, mas não há como ter certeza de como a sua solução vai se comportar na prática sem testá-la.

Assim, o MVP cria a possibilidade de validar as hipóteses que você construiu na fase de planejamento da ideia.

Oferece um termômetro do mercado

O MVP responde se o público tem interesse no projeto que você pretende lançar.

Isso é fundamental para gerenciar possíveis riscos de aceitação do mercado.

Combate desperdícios

Dentro daquela ideia de empresa enxuta, tão defendida pelas startups, o MVP se encaixa de forma ideal.

Afinal, ele permite economizar tempo, recursos e esforço para chegar a uma solução apta a ser lançada.

Aumenta a compreensão sobre o cliente

Os feedbacks recebidos a partir de um MVP são poderosos para entender o comportamento do cliente, o que ele deseja receber e de que forma espera que isso aconteça.

Permite identificar e corrigir falhas

O retorno do público também gera uma importante oportunidade de aprendizado, a partir da qual é possível promover os ajustes necessários na solução até que chegue à sua versão final.

Maior taxa de sucesso

Conforme você reduz os gastos e imprime maior velocidade e segurança nos processos, chega o mais próximo de uma fórmula de sucesso.

Quando se fala em crescimento sustentável e no longo prazo, essa não é uma escolha, mas uma exigência.

Riscos

Riscos

Quando se fala em riscos, na verdade, eles se referem muito mais a não propor um MVP do que realizar esse exercício.

Afinal, lançar no mercado uma ideia sem validação exige contar com a sorte.

Não é uma boa estratégia de investimento, concorda?

O principal a saber, então, é que chegar a um produto mínimo viável exige cuidados.

Inicialmente, tenha atenção com a abrangência do seu público-alvo.

O ideal é trabalhar com um grupo restrito de leads, que são potenciais clientes do negócio, para garantir resultados mais precisos.

Você alcança esse objetivo ao ter uma definição clara das personas, que representam seu perfil ideal de cliente.

Ao conhecer seus hábitos, interesses e preferências, por exemplo, você chega a um grupo mais heterogêneo para validar sua ideia.

Outro aspecto que merece atenção diz respeito à necessidade do MVP.

Embora suas vantagens sejam evidentes, vale retomar a análise sobre a pergunta que abriu este artigo: será que sua empresa precisa dele?

Entenda que esse é um esforço que se aplica principalmente a soluções inovadoras.

Se você pretende lançar algo já testado e validado no mercado, propor um MVP pode ir na  contramão dos seus objetivos, servindo apenas para atrasar o lançamento.

Tipos de MVP

Tipos de MVP

Basicamente, um MVP pode ser classificado conforme a sua fidelidade: alta ou baixa.

Isso impacta diretamente no seu formato, sendo que, quanto menor a exigência, mais simples ele pode ser proposto, já que valida premissas básicas.

A partir daí, ao menos quatro tipos de MVP podem ser descritos.

Confira:

  • MVP Fumaça: consiste na divulgação rápida da ideia, o que pode ser feito a partir de uma landing page ou vídeo explicativo

  • MVP Protótipo: constrói um protótipo para realizar os testes junto ao público, podendo se valer de uma maquete interativa, por exemplo

  • MVP Concierge: objetiva conquistar os primeiros clientes, oferecendo tratamento especial e personalizado

  • MVP Mágico de Oz: consiste na operação em fase pré-automatização, ou seja, ainda dependendo de ajustes manuais para a ideia funcionar.

7 passos para criar um produto mínimo viável

7 passos para criar um produto mínimo viável

Agora que já domina a teoria sobre o MVP, vamos à prática.

Confira quais são os sete passos essenciais para criar um produto mínimo viável.

1. Monte uma equipe

Você precisa de profissionais capazes de oferecer uma visão integral sobre a solução que pretende lançar.

Entre os conhecimentos que sua equipe deve ter, estão os de implicações técnicas, garantindo que o projeto seja não apenas viável, como capaz de ser colocado em prática de forma fácil e escalável.

As avaliações quanto à viabilidade financeira, sobre a experiência do usuário e o atendimento às suas necessidades complementam as exigências sobre o seu time.

2. Entender a dor do seu cliente

Quais problemas e necessidades do cliente a sua solução se propõe a resolver?

Sem essa definição, não faz sentido algum investir tempo e recursos na proposição de um MVP.

3. Defina o produto

Reunindo as pessoas certas e tendo uma compreensão avançada sobre o que o seu cliente precisa, o próximo passo é avançar quanto às características do seu lançamento.

Você deve responder o que ele faz e o que não faz, de modo que as suas funcionalidades estejam bem claras.

4. Elimine os excessos

Ao chegar até aqui, você está como em um brainstorming: reuniu uma chuva de ideias.

Agora, precisa lapidá-las.

Corte tudo que não é essencial ou urgente para o MVP.

Uma boa dica nessa hora é usar uma matriz de priorização de tarefas, como a Matriz GUT.

5. Coloque-o em prática

Não há tempo a perder.

Conforme avança na delimitação do projeto, você precisa prosseguir com a sua validação.

É importante que escolha um tipo de MVP mais adequado com a solução que oferece.

Testes A/B, que comparam o desempenho de duas peças construídas com o mesmo objetivo, são uma boa forma de colocar sua ideia em prática.

6. Estabeleça metas

O que você espera obter com o MVP?

É necessário estabelecer metas tanto relacionadas com a produção quanto à divulgação do seu projeto.

São elas que permitem avaliar os resultados, ou seja, se na prática o seu MVP está aproximando você daquilo que almeja alcançar a partir dele.

7. Esteja sempre melhorando seu produto

Mais do que implementar melhorias no seu projeto, é imprescindível estar aberto a isso.

Por melhor que seja aceitação dele pelo mercado, sempre coloque uma pontinha de dúvida sobre os resultados: será que eles poderiam ser ainda melhores?

Procure manter as validações mesmo após o lançamento.

É dessa forma que você encontra novas oportunidades para cortar custos e atingir processos mais eficientes.

Exemplos de MVP

Exemplos de MVP

Precisa de inspiração para construir seu MVP?

Veja como Dropbox e Uber utilizaram o produto mínimo viável para se lançarem no mercado.

Dropbox

Serviço de armazenamento em nuvem, o Dropbox foi apresentado a partir de um vídeo explicativo.

Sabe aquelas conferências com compartilhamento de tela para explicar como usar uma ferramenta?

Foi justamente o que fez Drew Houston, um de seus fundadores.

Você pode conferir o vídeo abaixo:

https://youtu.be/7QmCUDHpNzE

Uber

Quando se fala em chamar um transporte por aplicativo, não há como não pensar no pioneiro Uber.

Mas o modelo de negócio só deu certo após se valer de um MVP.

O método escolhido foi o de testar o serviço na prática em cidades metropolitanas e com carros de luxo, colhendo informações sobre a sua aceitação.

É a mesma estratégia que a empresa testa em São Paulo quanto ao possível uso de helicópteros.

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Como você viu, uma das formas mais comuns de apresentar o MVP se dá a partir de landing pages.

É uma ótima estratégia para garantir insights que vão qualificar a versão final do seu projeto.

Isso sem falar no seu potencial para capturar leads a partir de uma página na internet ou redes sociais.

Se você não sabe como fazer, aqui vai uma dica: use o Klickpages, que é a ferramenta ideal para isso.

Veja os três passos básicos para criar a sua:

  1. Escolha seu modelo: há opções de alta conversão comprovada por testes.

  2. Customize a página: depois, é só editar os textos, as cores e as imagens, além de ocultar elementos que pouco agregam.

  3. Publique: por fim, publique no próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

MVP Conclusão

Se você tem uma inovação para apresentar ao mercado, um MVP é a solução ideal para construir uma estratégia de sucesso.

Ao longo deste artigo, você teve acesso às principais informações e dicas para definir um produto mínimo viável.

Agora, é só se dedicar à tarefa e colocar em prática o que aprendeu.

Lembrando sempre que, se precisar de uma landing page perfeita, o Klickpages tem a solução.

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Sobre o Autor

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.