Design Emocional: o que é, seus níveis, elementos e como usá-lo

Design Emocional: o que é, seus níveis, elementos e como usá-lo

O que a expressão design emocional diz para você?

Ao analisar individualmente as palavras que a compõem, dá para ter uma primeira ideia sobre o que se trata, não é mesmo?

Mas o que talvez você não saiba é que temos aí um real aliado para a sua estratégia de marketing e vendas.

Sim, você pode impulsionar a sua marca, expandir os negócios e vender mais ao conhecer a história do design emocional e, principalmente, as suas aplicações no contexto empresarial.

E é justamente sobre isso que iremos falar ao longo deste artigo.

Mais do que apresentar o conceito de design emocional e exemplos, vamos explicar como funciona e de que forma explorar o seu potencial em benefício de suas metas.

A partir de agora, você vai entender por que esse é um conhecimento importante para conquistar o público.

Boa leitura!

O que é design emocional?

O que é design emocional?

Design emocional é um conceito que estuda como a estética de um objeto ajuda a determinar a atratividade ou a repulsa que ele causa.

No aspecto comercial, diz respeito ao sentimento que um produto provoca no público.

O termo foi originalmente proposto por Donald A. Norman, professor de Ciência Cognitiva na Universidade da Califórnia, em seu livro Emotional Design, publicado em 2003.

Trata-se, portanto, de um conceito relativamente novo, o que justifica a oportunidade que se abre a negócios que souberem explorá-lo para qualificar seus resultados.

A proposta do design emocional não é justificar uma compra apenas pelo apelo que a sua aparência provoca.

Por outro lado, há exemplos conhecidos no mercado de itens nos quais o design é o que mais agrega valor a ele.

Não significa que um produto seja inferior a outro nas funcionalidades, mas sim que ele conquista o público por envolvê-lo em uma experiência positiva.

Ao ler essa descrição, você talvez tenha pensado no iPhone, o famoso celular da Apple.

Lado a lado com seus principais concorrentes, o preço de venda é mais alto.

Ainda assim, é um enorme sucesso de vendas.

Parte da justificativa para isso está justamente nas sensações que provoca em seus proprietários.

Negócios voltados à tecnologia, aliás, estão entre aqueles que mais investem no design emocional de seus lançamentos.

Hoje na Motorola, Bruce Claxton, professor na Savannah College of Art e Design, declarou em certa ocasião que “as pessoas estão procurando produtos que não são apenas simples de usar, mas uma alegria de usar”.

Essa é uma observação que nos ajuda bastante a compreender o conceito.

A beleza de um item é, definitivamente, um fator desejado para complementar uma experiência de consumo.

Como a decisão é associada à emoção?

Como a decisão é associada à emoção?

Compreender de que maneira a decisão de compra é associada às emoções é um dos segredos da aplicação do design emocional.

Não basta pensar somente em custo-benefício, embora esse sempre seja um fator muito importante.

Mas as vantagens que o consumidor ou usuário percebe no produto ou serviço vão além.

Muitas vezes, o ganho está na elegância do item, na excitação que ele provoca ao utilizá-lo, nas memórias que resgata, na satisfação que causa e até mesmo nos reflexos que produz sobre a própria imagem do comprador.

Todas essas sensações, umas mais presentes que as outras, conduzem a uma decisão de compra, o que por vezes é decisivo para escolher uma solução em detrimento da concorrente.

Um bom exemplo está no consumidor que não sabe se compra o carro X ou Y, mas acaba ficando com o último depois de conhecer a sua encantadora e diferenciada versão na cor ocre – diferente como ele se considera.

Perceba, então, que o design emocional é também um diferencial competitivo.

Inegavelmente, estamos falando de um processo psicológico, que pouco ou nada tem a ver com a compra racional.

Em vez de uma campanha de marketing que conduza o usuário de modo persuasivo até à venda, o próprio item, sozinho, é que possibilita essa persuasão.

Elementos chaves do design emocional

Elementos chaves do design emocional

Euforia, alegria, frustração, desânimo…

O que a sua solução causa no público e até que ponto essas emoções são determinantes na decisão dele quanto a fechar ou não a compra?

Faça essa reflexão sobre o seu próprio negócio e, a partir desse exercício, você começará a entender de que forma pode se beneficiar do conceito.

Há diversos elementos que são chave no design emocional.

Além das sensações já citadas, podemos lembrar também do prazer que um item proporciona pela sua aquisição.

Há ainda aquela surpresa agradável, provocada por encontrar uma solução inovadora ou mesmo por ser atingido em cheio por uma ação de determinada marca que você segue.

A verdade é que tudo aquilo que é capaz de tirar o consumidor da zona de conforto cumpre seus objetivos relacionados ao design emocional.

Muitas vezes, isso não está em um lançamento específico, mas na conexão que uma marca mantém com uma parcela do público.

Para esse consumidor, a marca é parte da sua vida. Se ela saísse do mercado, seria sentida como uma perda de grande impacto.

O mais curioso é que o público nem sempre percebe o quanto isso o afeta e de que maneira as suas decisões de compra acabam moldadas no processo.

O que acontece, então, é que esse tipo de conexão pode se dar de forma involuntária e inconsciente.

Ao menos para o consumidor, é claro, já que do outro lado há uma empresa justamente com esse propósito.

E faz sentido que seja assim.

Marcas emocionais de Don Norman

Marcas emocionais de Don Norman

Não existe design emocional sem falar de Donald Norman.

Ele não apenas estabeleceu o conceito, como também relacionou os seus diferentes níveis, os quais podemos chamar de marcas.

Mais à frente, vamos falar em detalhes sobre eles.

Antes, porém, é importante entender o porquê dessa definição.

A proposta de Don Norman não é classificar o design emocional em níveis, mas justificar que o conceito só é integralmente alcançado quando as suas três marcas emocionais estão presentes em um só produto ou solução.

Ou seja, não basta ele ser bonito para que seja bem-sucedido.

A aparência é importante, claro, mas há outras emoções que precisam ser despertadas, como o prazer pela posse do item.

Tem ainda a satisfação pelo que ele oferece, ou pela diversão que representa a sua simples utilização.

Isso sem falar na identificação que por vezes o consumidor sente de maneira intensa, ainda que não saiba explicar o que a motiva.

Tudo isso pode estar presente nos mais variados itens, desde um carro ou smartphone, como já falamos, até no sabonete com sua fragrância única ou na bola de futebol desenvolvida a partir de uma tecnologia inédita.

Há muito de exclusividade nas marcas emocionais de Don Norman, certamente.

Mas esse é só o início de sua jornada para tirar proveito do conceito criado por ele.

Níveis emocionais do design

Níveis emocionais do design

Como já destacado, segundo Don Norman, um item só é considerado bem-sucedido no conceito de design emocional quando atinge os seus três diferentes níveis.

Ou seja, ele precisa ser visceral, comportamental e reflexivo.

Mas o que isso quer dizer?

É o que iremos explicar agora.

Nível visceral

A palavra visceral não é de uso comum, mas é fácil de compreender.

Significa algo íntimo, profundo, enraizado, intrínseco, que faz parte de nós.

É como características marcantes da sua personalidade, por exemplo. Se você é uma pessoa conhecida pela persistência, podemos dizer que ela é visceral no seu caso.

Mas o que isso tem a ver com o design emocional?

É nesse nível que o subconsciente age sobre o consumidor, levando-o a preferir determinadas cores, formas ou texturas nos itens que adquire.

O mesmo vale para o som que produz, o brilho que irradia, ou a combinação de diferentes fatores que, aos seus olhos, gerou um casamento perfeito.

Se o produto atende a esses requisitos involuntariamente criados por ele, se torna bonito e atraente.

Outro pode estar ao seu lado à venda por um preço menor, talvez até oferecendo recursos extras, mas se torna “feio” por não ter a cor desejada.

Sabe aquele velho ditado que diz que “gosto não se discute”?

Então, não se discute mesmo, pois cada um é regulado de forma particular pelo seu nível visceral.

Você jamais vai convencer uma pessoa que a sua escolha por uma blusa verde limão é uma péssima ideia se é justamente essa cor que desperta nela sensações tão positivas.

Nível comportamental

O nível comportamental é aquele presente na maioria das decisões de compra, embora também se manifeste de forma inconsciente.

Isso acontece porque guarda relação com os aspectos mais racionais do processo, digamos assim.

Se o produto em questão é divertido de usar, prático, fácil ou mesmo gostoso, você tem aí boas razões para levá-lo para casa.

O mesmo acontece se o item se mostra eficaz para aquilo que se propõe, o que justifica a sua atenção para ele.

Veja que você até pode se encantar pela sua cor (no nível visceral), mas se ele se revelar ruim na usabilidade, não sai negócio de jeito algum – ainda que com lamentações por isso.

Ao mesmo tempo, ele pode ser ótimo, divertido e fácil de usar, mas o consumidor só seguirá cogitando a compra se gostar da sua aparência.

Começa a fazer sentido, não é mesmo?

Nível reflexivo

Por fim, vamos falar sobre o nível reflexivo, que é aquele no qual o consumidor vê o produto como uma extensão de si próprio, reproduzindo um pouco da sua personalidade, portanto.

Diz respeito não apenas sobre como ele se sente, mas principalmente a respeito da maneira como as pessoas o enxergam por tê-lo em mãos.

Não por acaso, está relacionado com o status que empresta ao seu feliz proprietário.

Se a elegância é um diferencial para você, o item precisa ter esse destaque.

Ou, quem sabe, é com o apelo sustentável que você se identifica.

Já se o que realmente importa é a robustez, vale o mesmo raciocínio.

É o caso de carros que são anunciados em comerciais como potentes, velozes, que encaram qualquer superfície sem perda de desempenho.

O seu público deseja se sentir assim – e as marcas não deixam a oportunidade passar.

Se o automóvel tem a cor e os opcionais admirados e leva configurações que o fazem crer que cumpre o que promete, dirigi-lo só pode ser uma diversão e, então, o negócio tem tudo para ser concretizado.

O exemplo é sobre carros, mas poderia ser utilizado para produtos de qualquer outro segmento.

Importante é, como já dito, perceber que somente quanto os três níveis marcam presença é que um item atende ao que se chama de design emocional.

E é nesses casos que o conceito ajuda empresas a venderem mais, como iremos destacar na sequência.

Por que o design emocional pode ajuda a sua empresa a vender mais?

Por que o design emocional pode ajuda a sua empresa a vender mais?

Não é difícil compreender o que faz do design emocional uma arma para estimular as vendas.

Afinal, estamos falando sobre atrair e conquistar clientes a partir das emoções que nele provocam produtos e soluções diversas.

Isso fica ainda mais claro quando analisamos o comportamento do consumidor brasileiro.

Uma das mais recentes pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 59% da população faz compras por impulso.

Roupas, calçados e acessórios, com 19%, são os itens preferidos desse público.

Todos eles têm um inegável potencial de design emocional, não é verdade?

Afinal, podem mexer com um consumidor por suas cores, formas e texturas, por serem práticos, úteis e fáceis de usar no dia a dia, além de emprestarem um importante status aos seus usuários.

Mas não é apenas quem mantém negócios nesse setor que pode se beneficiar e aumentar as vendas.

O design emocional pode ser aplicado em estratégias de marketing, para que as peças utilizadas produzam o desejado efeito de atração pelo consumo.

Basta refletir sobre os níveis de Don Norman e colocá-los em prática nos mais variados formatos de mídia.

Vale explorar comerciais de televisão, anúncios em jornais e revistas, fôlderes, banners e outdoors, o que é próprio do outbound marketing.

Também o conceito pode estar em um único produto, mas seus reflexos se estenderem a toda uma loja, falando especificamente sobre a área do varejo.

Nesse caso, funciona como porta de entrada para novas oportunidades de vendas.

Portanto, o design emocional ajuda sua empresa a vender mais por atrair o público, produzir encantamento, estimular a necessidade de consumo e convencê-lo quanto à decisão de compra.

Será que o seu negócio também pode se beneficiar?

Desde já, vale o questionamento e a reflexão a respeito.

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Crie landing pages para capturar leads com o Klickpages

Ao chegar até aqui, você aprendeu bastante sobre o conceito de design emocional.

Entre tantas lições, uma das principais diz respeito ao apelo visual e a sua importância para conquistar o consumidor.

Como vimos, isso pode ser aplicado tanto a um produto ou serviço como às estratégias de divulgação deles.

E é nisso que qualquer negócio, seja qual for a sua atividade, pode apostar para sair lucrando.

Não sabe como proceder? Vamos dar uma ótima dica, então.

Existe no marketing digital uma página especial, que se chama landing page.

É a partir dela que um potencial cliente faz o seu primeiro contato com a empresa, pois registra em formulário o seu nome ou e-mail para acessar um conteúdo exclusivo.

Pode ser para assinar uma newsletter, receber novidades por e-mail, baixar um e-book, um infográfico ou mesmo se inscrever em um curso gratuito.

Essa landing page, portanto, precisa ser atrativa, encantar o público, convencê-lo da oferta e dar a ele a certeza de que aceitá-la é o melhor que ele pode fazer.

Se você for feliz nessa construção, terá uma página sucinta, direta, mas muito convidativa.

A partir daí, os visitantes do seu seu site ou blog, assim como os seguidores de redes sociais, estarão prontos para registrar seu contato e, assim, se tornarem leads, que são potenciais clientes.

Então, o que está faltando para você adotar as melhores landing pages na sua estratégia?

Você pode criar peças perfeitas utilizando o Klickpages.

Veja como fazer isso em apenas três passos:

  1. Escolha o modelo: conheça opções de alta conversão comprovada através de testes.

  2. Customize a página: feita a escolha, edite os textos, as cores e as imagens, além de ocultar elementos que pouco agregam.

  3. Publique: ao final, é só publicar no seu próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

Conclusão design emocional

O design emocional está em todo lugar, guiando as nossas escolhas nas mais variadas situações.

A fruta que escolhemos na feira, a mesa preferida no restaurante, o carro dos sonhos, o smartphone desejado e aquele vestido encantador na vitrine.

O que os olhos veem e desejam é resultado de um comportamento muitas vezes inconsciente.

Enquanto consumidores, temos o hábito de humanizar os objetos, ativando de alguma forma diferentes emoções.

Não que a funcionalidade não seja importante, mas a satisfação pela experiência de consumo está, muitas vezes, mais próxima quando o produto em questão desperta sensações positivas.

Queremos alegria, diversão, entusiasmo, prazer e surpresas.

Seu cliente não é diferente e, por isso, o design emocional representa uma real oportunidade de ganhar mercado, vender mais e crescer.

Aproveite as dicas que conferiu neste artigo e reflita sobre o seu negócio.

Como você pode tornar a sua marca ou o que ela oferece ainda mais atrativa ao público?

Se encontrar a resposta, não deixe de compartilhar conosco nos comentários

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Sobre o Autor

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.