Como fazer storytelling: a história que vendeu 2 bilhões de dólares

Como fazer storytelling: o exemplo de 2 bilhões de dólares

O que você vai ver nas próximas linhas é a maior prova que eu conheço de que storytelling é capaz de aumentar as vendas e conquistar mais clientes para o seu negócio.

Depois que eu vi o que eu vou te mostrar ao longo deste artigo, simplesmente não consigo mais ignorar o poder dessa técnica. 

E, para ser sincero, você provavelmente também não irá conseguir.

Eu não estou sendo exagerado aqui. Você pode aumentar consideravelmente as suas vendas se aplicar o que eu vou te contar nas próximas linhas.

E eu estou afirmando isso porque empreendedores que utilizaram essa mesma técnica alcançaram resultados expressivos.

Inclusive, tem um caso de um publicitário americano que nos anos 1970 aplicou o storytelling para escrever uma simples história de 11 linhas.

O resultado foi que essa simples história vendeu 2 bilhões de dólares em assinaturas de um jornal.

E eu estou falando de um jornal de finanças. Um nicho bem específico.

Não foi um jornal sobre atualidades ou uma revista de moda ou culinária que, em geral, têm um público maior. 

Você consegue imaginar o que é um jornal de finanças vender 2 bilhões de dólares em assinatura?

Só para você ter noção do que significa esse tanto de dinheiro… 

A mansão mais cara dos Estados Unidos, localizada em Bel Air, Califórnia, com 12 quartos, 21 banheiros, três cozinhas gourmet, pista de golfe, pista de boliche, cinema, com uma garagem cheia de carros de luxo e até mesmo um heliponto foi colocada à venda em 2017 por 250 milhões de dólares.

Com 2 bilhões você poderia comprar 8 casas dessa.

Agora se você prefere investir o seu dinheiro em carros de luxo…

Com esse mesmo valor, é possível comprar 100 unidades do Bugatti La Voiture Noire (o carro mais caro vendido em 2018) e ainda receber de troco 130 milhões de dólares.

Foi com apenas uma história de 11 linhas um jornal de finanças faturou tudo isso em assinaturas.

Esse é o poder do storytelling. 

Por isso eu acredito fortemente que você deve aprender como aplicar essa técnica no seu negócio.

E, neste artigo, eu vou te dar um guia prático, mostrar exemplos de sucesso e explicar as diferentes estruturas de storytelling que você pode usar.

Nas próximas linhas, você verá:

  • o que é storytelling;

  • qual a importância dessa técnica para o seu negócio;

  • o que você precisa saber antes de contar a sua história;

  • como fazer storytelling;

  • estruturas de storytelling;

  • e como aplicar essa técnica no marketing de conteúdo;

Além disso, eu vou te mostrar exemplos para você ver na prática como algumas empresas estão usando storytelling para engajar o público e aumentar as vendas.

Para ter acesso a todo esse conhecimento, você só precisa continuar comigo até o final.

O que é storytelling?

O que é storytelling

Desde que o mundo é mundo as pessoas usam storytelling para ensinar e persuadir as outras.

Essa técnica surgiu com os homens da caverna que a utilizam para passar conhecimento de geração em geração e garantir a sobrevivência do seu grupo.

O termo storytelling vem do inglês. E story significa história e telling contar. Ou seja, essa técnica é a arte de contar histórias.

Mas não qualquer tipo de história. E, sim, boas histórias, que são relevantes e memoráveis.

Agora você pode até estar se perguntando: mas por que eu preciso aprender a contar histórias se qualquer pessoa é capaz de fazer isso?

Realmente, qualquer pessoa é capaz de contar uma história.

Mas quantas vezes as pessoas pararam de prestar atenção no que você estava dizendo para fazer outra coisa ou simplesmente mudaram de assunto?

Quantas pessoas você conhece que são capazes de contar histórias envolventes que todo mundo fica mesmerizado escutando?

Se você quer contar histórias tão boas quanto a de 2 bilhões de dólares e manter a atenção da sua audiência, você precisa entender como as histórias funcionam.

É isso o que eu vou te mostrar nas próximas linhas. 

Qual é a importância do storytelling para o seu negócio?

Por que storytelling é importante para o seu negócio?

Diversos pesquisadores pelo mundo inteiro já estudaram e investigaram os efeitos de uma boa história no cérebro humano.

Os resultados dessas pesquisas trazem insights valiosos que podem ser aplicados por pessoas como você, empreendedores, para aumentar as vendas do seu negócio.

É incrível o poder do storytelling para influenciar de forma íntegra outras pessoas. 

E aqui eu separei para você, com base nesses estudos, 4 formas que essa técnica é valiosa para o seu negócio.

#1 Histórias despertam emoções e geram confiança

Storytelling é capaz de alcançar o nível mais profundo das emoções do ser humano.

Imagine a seguinte situação…

Um amigo seu que gosta de esportes radicais te chama para fazer bungee jump. Ele já fez bungee jump inúmeras vezes. Além disso, já saltou de paraquedas.

Você por outro lado, nunca fez nada radical na sua vida. É a primeira vez que tenta algo do tipo.

No começo, você está até empolgado com a possibilidade de vivenciar algo novo. Mas quando sobe na base e se prepara para saltar, as suas pernas começam a tremer, seu coração acelera, parece que vai sair pela boca…

Suas mãos estão geladas, você sua frio. Não tem nem coragem de olhar para baixo. 

Você quer desistir.

O seu amigo percebe que você não está muito confortável. Então, ele começa a te contar histórias de como os saltos dele foram legais, como deu tudo certo.

Fala sobre a segurança dos equipamentos. Ninguém faria bungee jump se fosse algo inseguro. E te conta como a sensação de pular é maravilhosa.

Aos poucos, você vai se acalmando. Mesmo que ainda tenha alguns receios, você se sente mais confiante. Afinal, ele já fez bungee jump tantas vezes e deu certo.

Então, você respira fundo, repete para você mesmo que vai dar tudo certo…

E salta.

O hormônio chamado ocitocina, também conhecido como hormônio do amor, funciona como o amigo dessa história. 

Quando escutamos uma boa história, o nosso cérebro libera essa substância que eleva a sensação de bem-estar e felicidade e faz com que confiemos na pessoa que está contando a história.

Então, ao despertar emoções positivas em uma pessoa por meio de uma narrativa, o ouvinte tende a acreditar com mais facilidade naquilo que você fala.

E não é só isso.

A ocitocina também gera empatia com o protagonista da história. O que faz com que nós nos identifiquemos com as situações e emoções que ele passa. 

E essa é a segunda forma por que o storytelling é valioso para o seu negócio.

#2 Histórias geram identificação

É natural, ao ler um livro ou assistir um filme, torcer para que o protagonista alcance seus objetivos.

Se você assistiu Titanic, provavelmente, queria que Jack e Rose se salvassem e ficassem juntos no final.

Essa sensação acontece por causa da liberação de ocitocina no cérebro que gera identificação com o personagem principal da história.

Além disso, esse hormônio é essencial para a criação de relacionamentos.

E o fato é que se você quer ter um negócio de sucesso, precisa de clientes engajados, pessoas que tenham um relacionamento com a sua empresa e confiem nela.

Para conseguir isso você pode contar uma história envolvente, fazer com que o seu público se identifique com o personagem principal e, com isso, gerar empatia pela sua marca.

Pensa comigo.

Se você conhece a história de quem criou um determinado produto, sabe um pouco das origens daquela pessoa, as dificuldades que ela passou e o porquê ela tem um negócio hoje em dia, as chances são que você confiará nela.

Em alguns caso pode até se identificar com as situações pelas quais o empreendedor passou e despertar a similaridade (um gatilho mental muito poderoso).

Dessa forma, o storytelling te ajuda a conquistar novos clientes com potencial de se tornarem embaixadores da sua marca, porque eles acreditam na razão pela qual o seu negócio existe.

#3 Histórias podem influenciar na decisão de compra

A influência do storytelling na decisão de compra

No momento da decisão de compra, o sistema límbico de uma pessoa está trabalhando a todo vapor.

Talvez você não saiba exatamente o que é o sistema límbico, nem para o que ele serve.

Mas basicamente ele é a parte emocional do cérebro.

Por mais incrível que pareça, quando alguém decide fazer uma compra, não é uma escolha racional. Esse processo é muito mais emocional.

Os dados, números, estatísticas sobre o produto ou a sua empresa só servem para confirmar essa compra.

Mas o que faz com que a pessoa decida comprar algo é o emocional.

E até agora você já viu que storytelling é uma excelente técnica para despertar emoções nas pessoas.

Mas não é só isso.

Para que você possa informar os dados sobre o produto ou resolver qualquer objeção, a primeira coisa que você precisa é que o seu potencial cliente esteja te ouvindo, esteja prestando atenção.

E o storytelling é algo tão poderoso que captura a atenção da audiência. Ninguém resiste a uma história bem contada.

É maluco, mas as pessoas (e você muito provavelmente) pagam para entrar numa sala de cinema e passar duas horas desconectadas do mundo prestando atenção em uma história.

Quem nunca começou a ver um bom seriado e horas depois ainda estava lá maratonando, assistindo episódio atrás de episódio?

E o fato é que se você tem a atenção da sua audiência, consegue dizer tudo o que você precisa para convencer as pessoas a tomarem a ação que você deseja.

Além disso, um dos pontos que mais me chamam a atenção sobre o poder do storytelling é que, quando uma pessoa conta uma história, aos poucos a atividade cerebral de quem está ouvindo vai sincronizando com a atividade cerebral de quem conta.

Isso foi comprovado em um experimento realizado por pesquisadores da Universidade de Princeton.

Eles descobriram que exatamente as mesmas áreas do cérebro são ativadas em quem conta a história e quem ouve.

O que isso quer dizer?

Quem está contando uma história é capaz de influenciar quem está ouvindo. Capaz de fazer com o que o outro perceba o que ele quer que perceba.

Por isso, a forma como você conta uma história pode fazer toda a diferença em como a audiência percebe a sua marca e decide ou não por comprar o seu produto.

E por último…

#4 Histórias são a forma mais fácil de memorizar algo

Eu gostaria de fazer aqui um experimento que eu li no livro Big Black Book.

É mais ou menos assim…

Um amigo de um amigo meu viajou a trabalho. Ele tinha ido para um reunião de negócios. 

Depois da reunião, ele ainda tinha algumas horas livres antes de pegar o voo de volta e decidiu ir a um bar tomar um chopp.

Ele tinha acabado de terminar a primeira caneca de chopp, quando uma mulher muito bonita se aproximou e perguntou se poderia pagar outro chopp para ele.

Ele ficou surpreso e lisonjeado. E, claro, aceitou.

A mulher foi até o balcão do bar e voltou com mais duas canecas de chopp. Uma para ele e uma para ela.

Ele agradeceu. Os dois brindaram e ele tomou um gole.

Essa é a última coisa de que ele se lembra.

Ele acordou, desorientado, deitado numa banheira de hotel. O corpo coberto com gelo.

Na parede do banheiro estava escrito em batom: NÃO SE MEXA. CHAME O SAMU.

Seu celular estava numa mesinha do lado da banheira. 

Ele ligou para o SAMU. Seu dedos estavam tremendo de frio.

O atendente já familiar com essa situação explicou que ele havia caído num golpe de tráfico de órgãos e pediu para ele manter a calma que uma ambulância estava indo socorrê-lo.

Se eu te pedisse para recontar essa história para um amigo daqui uma hora você conseguiria?

Provavelmente sim.

Talvez você não se lembrasse dos mínimos detalhes e trocasse alguma informação. Mas a essência seria a mesma.

Agora leia esse trecho retirado do site do Sebrae.

“Uma OSCIP é uma qualificação jurídica atribuída a diferentes tipos de entidades privadas atuando em áreas típicas do setor público com interesse social, que podem ser financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada sem fins lucrativos.

Você conseguiria recontar para um amigo daqui uma hora? Na verdade, não precisa esperar nem 10 minutos.

Tente recontar esse trecho agora sem olhar para o texto. Provavelmente, você já não se lembra de mais nada.

Quando você dá um monte de informação sobre o seu produto ou negócio é isso que você está fazendo com o seu cliente.

Ele não vai se lembrar de absolutamente nada.

Se eu fosse você, eu ia querer que os meus possíveis clientes lembrassem da minha empresa e do meu produto da melhor forma possível.

Porque talvez agora não seja o momento que eles estejam precisando. Mas, quando eles estiverem prontos para fazer a compra, saberão a quem procurar.

E sabe por que você provavelmente se lembra da história que eu te contei, mas se esqueceu do parágrafo retirado do site do Sebrae em poucos minutos?

Porque boas histórias também liberam dopamina no cérebro. Esse é um hormônio que tem um papel importantíssimo na construção das nossas memórias.

É por isso que as pessoas se recordam mais facilmente de histórias do que de dados.

Enquanto você estava lendo a história sobre tráfico de órgãos, o seu cérebro estava liberando dopamina.

O mesmo não aconteceu quando você leu a definição de uma OSCIP. Por isso provavelmente você não conseguiria recontar essa informação para um amigo.

Se você quer entender mais sobre como storytelling age no nosso cérebro, eu recomendo fortemente que você assista a este vídeo:

E agora que você já viu o que acontece no cérebro quando ele ouve histórias e como isso é importante para o seu negócio, eu vou te explicar as técnicas que você precisa para contar uma história tão boa quanto a que vendeu 2 bilhões de dólares em assinaturas de jornal.

O que você precisa saber antes de contar a sua história?

O que você precisa saber antes de contar a sua história

Para uma história atingir seu potencial máximo, você precisa saber algumas coisas antes.

Na verdade, duas coisas. Elas são:

A sua audiência

É muito importante que você conheça a sua audiência, para que a sua história alcance o efeito desejado.

Vou te dar um exemplo. 

Imagine que um amigo seu está triste e você conta uma piada muito engraçada.

Ele vai rir tanto quanto você esperaria? Provavelmente não.

Talvez fosse melhor esperar por um momento que ele estivesse mais animado para contar a piada.

Ou compartilhar uma história que aos poucos fosse influenciando no humor dele.

Se você não conhece a sua audiência, corre o risco de contar uma piada para pessoas que não estão dispostas a rir.

E a verdade é que, na maioria das vezes, você só tem uma chance de contar a sua história e você deve aproveitá-la para causar o maior impacto possível na audiência.

Abaixo eu coloquei uma lista de 10 perguntas para te ajudar a conhecer melhor a sua audiência e escolher a melhor história para contar.

  1. Quem é a sua audiência? Homem ou mulher? Qual faixa etária?

  2. O que move a sua audiência? O que eles precisam?

  3. O que você pode fazer para transformar a vida dessas pessoas?

  4. O que você quer que as pessoas façam depois de ouvir a sua história?

  5. Como seu negócio transformou a sua vida?

  6. Como seu negócio transformou a vida de outras pessoas?

  7. Como você chegou nesse ponto da sua vida? Quais foram os fracassos que antecederam o seu sucesso?

  8. Por que essa história e não outra?

  9. Como a sua história vai mudar a vida da audiência para melhor?

  10. Qual formato você vai usar para contar sua história? Texto? Vídeo? Ao vivo?

A mensagem que você quer transmitir

Além da audiência, você precisa definir qual é a mensagem que você quer transmitir. 

Ou seja, qual é aquele ponto que, se eu o seu público esquecesse tudo o que você falou, você gostaria que fosse a única coisa de que ele se lembrasse. 

Essa mensagem deve estar presente ao longo de toda a história e todos os elementos devem reforçá-la de alguma forma para que ela seja memorável. 

Agora você já sabe quem é a sua audiência e definiu qual mensagem quer transmitir, eu vou te mostrar como organizar a sua história para que ela tenha os elementos essenciais de bom storytelling.

Como fazer storytelling

Como fazer storytelling

Apesar de parecer complicado para algumas pessoas, contar uma boa história na verdade é muito simples.

Você só precisa ter os elementos certos na mão e seguir esses 7 passos que eu preparei para você.

1. Escolha as partes importantes

Provavelmente você já presenciou a seguinte situação:

Você e seus amigos estão reunidos. Tomando uma cerveja ou comendo alguma coisa num restaurante.

Um amigo seu (ou você mesmo) começa a contar uma história todo empolgado. Todo mundo está prestando atenção.

Mas depois de um tempo as pessoas começam a olhar para o celular ou falar sobre algum outro assunto antes que a história chegue ao fim.

Ninguém sequer se lembra como a história começou ou, pior, por que ela começou.

Detalhes em excesso podem fazer com que sua história perca o impacto e a atenção da audiência. 

Escolha as partes chaves. Você não precisa contar tudo o que aconteceu nos mínimos detalhes para chegar no resultado.

Uma história não é uma receita de bolo que todos os ingredientes precisam ser informados em quantidades exatas para que o resultado seja satisfatório.

Quando for contar a sua história, pense em eventos específicos que demonstrem como você estava antes, como as coisas mudaram e o resultado.

Se você demorar demais para contar algo à audiência, ela ficará entediada e não vai mais prestar atenção.

O segredo para um boa história é contar apenas as partes essenciais.

2. Escolha um único tema e não fuja dele

Se a sua história é de superação, do começo ao fim ela precisa ser sobre superação.

Se é uma história de amor, do começo ao fim ela precisa ser de amor.

Qualquer evento que não esteja relacionado ao tema, deve ser cortado.

Você não quer que a sua audiência se distraia com algo que não esteja relacionado com a mensagem que você quer passar.

3. Conte algo vital que estava em jogo

É a final da copa do mundo. Logo nos primeiros minutos de jogo, por um erro do zagueiro, a seleção adversária faz um gol.

Conforme os minutos passam, a seleção brasileira tenta, tenta, mas o gol do empate parece nunca sair.

Bola na trave.

Defesaça do goleiro adversário.

Para piorar, no final do primeiro tempo, o atacante adversário faz o segundo gol.

Se depois do intervalo, a seleção brasileira não voltar jogando com unhas e dentes, mais uma vez todo um país dará adeus ao sonho de mais um título.

As chances são que, mesmo se não é muito fã de futebol, você não perderia o segundo tempo do jogo.

Assim como a tensão de uma final de jogo que não está ganho mantém as pessoas na frente da televisão, é a tensão que vai manter as pessoas engajadas na sua história.

Se o seu personagem não corre nenhum risco ou é um risco muito pequeno, algo que ele possa voltar atrás, dificilmente você conseguirá prender a atenção das pessoas por muito tempo.

Algo vital precisa estar em jogo.

Seja a sua vida profissional, sua estabilidade, a vida da sua família.

Quando meu irmão Erico pediu demissão do banco em Londres, ele não podia mais voltar atrás e “despedir” demissão. 

Não só a vida profissional dele estava em risco dali para frente, como também o sustento da família.

Quando as apostas são altas, a audiência continua focada na história, porque ela fica curiosa para descobrir o resultado.

Por isso seriados e novelas terminam um episódio ou capítulo no ponto de tensão mais alto, porque eles querem que o espectador volte no dia seguinte ou faça uma maratona para descobrir o que acontece depois.

Isso é conhecido como gatilho mental da antecipação.

Não saber o que vai acontecer no futuro faz com que criemos expectativas e nos deixa curiosos para descobrir o final.

Nós precisamos descobrir se nossas expectativas vão se concretizar ou não.

O seu objetivo deve ser manter a atenção da sua audiência até eles chegarem na sua chamada para ação, ou seja, até o momento que você finaliza a oferta e eles precisam decidir se vão comprar ou não.

Para isso você precisa criar momentos de tensão na sua história que mantenham a atenção da audiência até o final.

4. Conte seus fracassos

Conte seus fracassos

Jeff Wise, um escritor científico, fez um experimento.

Ele mostrava mapa de dois países diferentes: um país era grande e o outro pequeno, e fazia uma pergunta aos entrevistados.

Se ambos os países estivessem em guerra, para qual você torceria?

A única informação que as pessoas tinham sobre os países era o seu tamanho.

Qual das duas opções você acha que os participantes escolheram?

Se você acha que a maioria das pessoas escolheu o país maior, você errou!

A maioria das pessoas escolheu o país menor. Teoricamente, o que tinha menos chance de vencer.

De modo geral, as pessoas se conectam mais facilmente por meio dos fracassos do que dos sucessos.

Todo mundo tem falhas. Todo mundo já experimentou fracasso.

Se você contar parte dos seus erros para a sua audiência, além de ela se conectar com você, ela também vai torcer por você.

As pessoas gostam de histórias de superação. De pessoas que perderam tudo e depois reconquistaram. De pessoas que tiveram que lutar muito antes de ter sucesso.

Quando você conta os seus fracassos, a sua audiência confia em você. Ela sabe que você não está contando só o lado bom, você está contando a verdade.

5. Conte como a sua vida foi transformada

Se a sua história começa de um jeito e termina do mesmo jeito, você não está contando uma boa história.

Pessoas gostam de histórias porque elas inspiram transformação.

Provavelmente, alguma vez, depois de assistir a um filme muito bom, você se sentiu inspirado a mudar a sua vida.

A sua história precisa causar isso na audiência.

Mas você só vai conseguir atingir esse resultado se você contar como a sua vida foi transformada. Ou a vida de um cliente, se você preferir usar um estudo de caso.

E é importante que a chave da transformação seja o seu produto, método ou curso

Para que quando a audiência enxergar o seu sucesso e desejar ter o mesmo resultado, ela queira comprar o seu produto porque ela sabe que esse é o meio para chegar onde quer. 

6. Use os cinco sentidos

Use os cinco sentidos

É muito importante que você inclua detalhes como cheiros, sons, descrições sobre o local.

Quanto mais informações de sentidos diferentes (olfato, paladar, visão, audição e tato), mais partes do cérebro são ativadas.

Isso faz com que as pessoas permaneçam engajadas na sua história e continuem prestando atenção. 

Mas lembre-se do primeiro passo: escolha apenas as partes importantes.

Não deixe sua história lenta demais incluindo muitos detalhes. Conte apenas o necessário para dar vida a sua história na cabeça da audiência.

E por último…

7. Seja autêntico e íntegro

Não importa se você está contando a sua própria história ou se você está usando o exemplo de uma pessoa.

Seja autêntico e íntegro.

Se você estiver contando uma história ficcional, deixe claro para a sua audiência que é uma ficção.

Se você estiver contando a história de outra pessoa, deixe claro que é a história de uma outra pessoa.

Se a audiência descobrir que a sua história não é verdadeira, todo o relacionamento e a confiança que você estava construindo são perdidos.

Algumas empresas inventaram histórias sobre seus produtos para cativar os consumidores. Mas quando eles descobriram a verdade, o resultado foi desastroso.

Estruturas de storytelling

Estruturas de storytelling

Todo o passo a passo que eu te ensinei pode ser usado para contar histórias de diferentes formas.

Por isso eu quero te dar algo a mais.

Algo que vai servir como um GPS para te guiar nesta jornada.

Toda história tem um início, um meio e um fim. 

Mas como as coisas são organizadas dentro de cada uma dessas partes pode variar dependendo do tipo de história que você vai contar.

Por isso agora eu vou te mostrar 4 tipos diferentes de história e como cada uma delas é organizada.

1. Jornada do Herói ou Monomito

Jornada do Herói ou Monomito

Se você assiste a vários filmes, provavelmente já reparou que eles têm uma estrutura muito semelhante.

Isso não acontece por acaso.

A jornada do herói está presente em praticamente todas as culturas e, por isso, ela é uma fórmula muito poderosa.

Joseph Campbell percebeu isso há mais de 60 anos e escreveu o livro o Herói de Mil Faces, onde ele explica como funciona a Jornada do Herói e quais são os passos.

Basicamente nesta estrutura o herói começa a sua jornada no mundo comum, recebe um chamado à aventura, parte para um novo mundo, enfrenta obstáculos, inimigos, mas também faz aliados.

Ele finalmente alcança o objetivo e aprende uma nova lição. Quando ele volta para o seu mundo comum, ele está transformado e disposto a ajudar outras pessoas.

Se você quiser conhecer essa estrutura de forma mais aprofundada, eu recomendo fortemente a leitura do artigo Jornada do Herói: a fórmula comprovada para se contar boas histórias (e como aplicar no seu marketing) aqui do blog do KP.

2. Inimigo em comum

Essa é uma estrutura mais simples que vai direto naquilo que incomoda a audiência.

Vou te dar um exemplo. 

Há alguns anos, eu ouvi uma história de um cara que hoje tem um negócio online de línguas. 

Antes de abrir esse negócio, ele estava desempregado e passava por dificuldades financeiras.

Ele estava frustrado como homem e pai de família por não conseguir um emprego.

Ele chegou a fazer entrevista de emprego numa empresa que oferecia até vaga na garagem.

Para quem não tinha emprego nenhum, um emprego com vaga na garagem era demais.

Mas ele não foi chamado.

Depois de bater muita cabeça e perder várias oportunidades. Ele chegou a conclusão de que não conseguia emprego porque não falava inglês.

Então, ele descobriu um método de falar francês fluentemente em 8 semanas e decidiu aplicar esse método para o inglês.

E deu certo!

Hoje ele aplica esse mesmo método para ajudar outras pessoas a falarem inglês através do seu negócio.

O grande inimigo dele não era o desemprego. Era o inglês.

Quando ele conta essa história para pessoas que estão perdendo oportunidades de emprego, de viagem ou mesmo de realizar outros sonhos por não saberem falar inglês, ele se conecta com elas.

A mensagem dele é: “Eu te entendo. Eu também já passei por isso. Esse inimigo também já foi meu, mas eu consegui superar e eu quero te ajudar a superar”.

Isso é uma história poderosíssima.

Encontre um inimigo em comum com os seus potenciais clientes e mostre como seu produto é a solução.

Essa estrutura também funciona muito bem se você quiser contar histórias de clientes satisfeitos que alcançaram seu objetivos por causa do seu produto.

3. Aprendendo com os erros

Aprendendo com os erros

Alguma vez na vida você já escutou uma história de alguém que conseguiu tudo o que queria e depois perdeu tudo e aprendeu como os erros?

Se essa é a sua história, esse modelo pode funcionar muito bem para você.

O objetivo ao final da história é mostrar que você aprendeu com os erros e quer ajudar as pessoas a não cometerem os mesmos erros.

Entender os fracassos é o primeiro passo na direção do sucesso.

Você pode começar a sua história contando sobre o seu sucesso, como você alcançou o que desejava, depois como perdeu tudo e como aprendeu com os seus erros.

Não esqueça que mencionar os fracassos é tão importante quanto os sucessos.

4. Do fracasso à fama

Essa estrutura serve para contar a história de alguém que tinha um problema específico e não conseguia resolver.

Depois de procurar e testar diferentes soluções, encontra uma fórmula para resolver o seu problema e se torna um referência no assunto.

Essa estrutura pode ser dividida em 3 parte: 

  • a primeira é onde apresenta como é a realidade da pessoa com o problema inicial;

  • a segunda é quando ele busca por soluções diferentes;

  • a terceira é o momento em que finalmente consegue resolver o problema e decide compartilhar com os outros.   

Storytelling e marketing de conteúdo

Tudo o que você viu nas últimas linhas pode ser aplicado para tornar os seus conteúdos mais atraentes e conquistar potenciais clientes.

Os passos que eu te mostrei para contar uma boa história, as estruturas que eu acabei de falar sobre…

Tudo isso pode ser utilizado para tornar a sua mensagem mais interessante e educar a sua audiência sobre o que o seu negócio é capaz de fazer por ela.

Um dos jeitos de realizar isso é aplicando o storytelling ao marketing de conteúdo. E você pode fazer isso basicamente de 3 formas:

  • Storytelling como parte do conteúdo: ao longo deste artigo eu te contei várias histórias e dei exemplos para tornar mais atraente o que eu estava falando sobre esta técnica. Neste caso, as narrativas fazem parte do conteúdo junto com pesquisas, dados técnicos e outras informações.

  • O conteúdo é a história: aqui todos os parágrafos (ou falas) do conteúdo servem o propósito de contar uma história com início meio e fim. Pode ser, por exemplo, um vídeo sobre como você teve a ideia de desenvolver o seu produto.

  • A estrutura do conteúdo é baseada em storytelling: essa é uma forma mais discreta de aplicar o storytelling, porém muito eficiente. A ideia é usar as etapas da estrutura de uma história para organizar um conteúdo, desse jeito o leitor irá passar por uma jornada com início, meio e fim e aprenderá algo novo.

Agora que você já viu tudo o que precisa para aplicar a técnica do storytelling no seu negócio, chegou a hora de se inspirar com casos de sucesso.

Exemplos de storytelling de sucesso

Exemplos de storytelling de sucesso

Você pode estar se perguntando sobre a história de 2 bilhões de dólares.

Eu não esqueci de te contar.

Mas antes eu vou te mostrar dois cases de sucesso.

Duas marcas que usaram storytelling nas suas propagandas para criar empatia com o consumidor.

Uma delas inclusive foi eleita pelo público como a melhor propaganda do Super Bowl de 2014.

1. Eduardo e Mônica da Vivo

Apesar de ter sido lançado em 2011, muitas pessoas ainda se lembram desse comercial.

Prova de que storytelling realmente funciona para gravar melhor as coisas na memória.

Com menos de 4 dias após o lançamento, ele já tinha alcançado quase 3 milhões de visualizações no youtube.

O que faz um vídeo ter quase 3 milhões de visualizações em menos de 4 dias?

Storytelling.

2. Puppy Love da Budweiser

Esse comercial de 2014, foi eleito pelo público como a melhor propaganda do Super Bowl daquele ano.

Basicamente, ela conta a história de um cachorrinho que sempre foge para encontrar com seu amigo cavalo.

A marca só aparece no final do comercial.

Em nenhum momento eles falam de cerveja ou da Budweiser.

Pode parecer loucura.

Mas, em 2014, um espaço comercial de 30 segundos no intervalo do Super Bowl chegou a ser vendido por mais de 4 milhões de dólares.

Mais de 111 milhões de pessoas acompanharam a transmissão na televisão.

Essa era a oportunidade deles de convencerem mais de 111 milhões de pessoas que elas deveriam estar tomando Budweiser ao invés de qualquer outra cerveja.

Por que eles investiriam tanto num comercial que a marca só aparece no final?

Porque eles conhecem o poder do storytelling.

3. Tale Of Two Young Men do Wall Street Journal

Você pode estar pensando: Ah, Hugo, mas eu não tenho dinheiro para fazer algo tão produzido quanto a Vivo e a Budweiser fizeram.

Você não precisa disso.

A história que rendeu 2 bilhões de dólares provavelmente custou bem menos para ser produzida do que esses comerciais.

Você vai ler e perceber que ela não tem nada demais. 

Apenas os elementos que eu te expliquei neste artigo.

Você está curioso para saber?

Caro leitor,

Numa linda tarde de primavera, vinte e cinco anos atrás, dois jovens se formaram na mesma faculdade. Eles eram muito parecidos. Ambos tinham sido alunos acima da média, ambos eram bem-apessoados e ambos – como recém-formados – estavam cheios de sonhos ambiciosos para o futuro.

Recentemente, esses dois homens voltaram à faculdade para a reunião de 25 anos de formados.

Eles ainda continuavam muito parecidos. Ambos estavam casados e felizes. Ambos tiveram três filhos. E ambos acabaram indo trabalhar na mesma empresa de manufatura depois da formatura, e ainda estavam  lá.

Mas existia uma diferença. Um era o gerente de um pequeno departamento da empresa. O outro era o presidente.(Tale of Two Young Men – tradução livre)

Viu como é simples?

Você também pode contar uma história simples para engajar sua audiência.

Você pode usar storytelling de várias formas no seu negócio.

Você pode contar em eventos ao vivo.

Você pode fazer um vídeo.

Você pode contar trechos nos emails que você manda para a sua lista.

Uma vez que você descobre a história que pode fazer toda a diferença para a sua audiência, você só precisa contá-la para ganhar dinheiro com o seu negócio.

Use histórias na sua landing page para conquistar mais clientes

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Se você não sabe, uma landing page é uma página totalmente otimizada para o usuário realizar uma única ação.

Seja ela comprar um produto, se inscrever para um webinário ou se cadastrar para receber um ebook, por exemplo.

E essa é uma página que você pode usar uma história para envolver o seu público e persuadi-lo a tomar a ação que você quer.

Não se preocupe em contar em trazer uma narrativa longa, algo simples de pouco mais de 1 minuto pode ser o suficiente para envolver a sua audiência.

Como é o caso desse comercial da Volkswagen.

E se você não sabe como criar uma landing page, o Klickpages é a ferramenta ideal para você.

Com ele basta seguir apenas esses 3 passos para ter sua página publicada:

  1. Escolha seu modelo: conheça opções de alta conversão comprovadas por testes.

  2. Divirta-se customizando a página: edite textos, cores e imagens, além de ocultar elementos que você não queira.

  3. Publique: com tudo pronto é só publicar no seu próprio domínio, sem custos adicionais de hospedagem.

Conclusão

Conclusão storytelling

Neste artigo, você viu que storytelling é uma técnica poderosíssima, capaz de gerar 2 bilhões em vendas com apenas 11 linhas de texto.

Eu te mostrei como é possível criar relacionamentos com seus clientes através de histórias e como grudar a sua marca deles.

E que como isso tudo pode influenciar o cérebro da sua audiência para tomar a ação que você deseja.

Usando os 7 passos que eu te expliquei e uma das 4 estruturas, você pode criar histórias tão poderosas quanto a de 2 bilhões de dólares para engajar a sua audiência.

Agora é a hora de botar a mão na massa, responder as 10 perguntas sobre a sua audiência e começar a contar a sua história.

Você já usava storytelling antes? Já conhecia algumas das técnicas ou estruturas que eu expliquei aqui? Conta para mim aí embaixo nos comentários!

(Este artigo foi originalmente publicado em 03 de dezembro de 2018 e atualizado em 6 de fevereiro de 2020 para oferecer informações mais precisas e completas)

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Sobre o Autor

Hugo Rocha é co-fundador da Ignição Digital e do Klickpages. Já atuou diretamente nos bastidores dos maiores lançamentos digitais do Brasil. Atualmente está a frente da equipe de tráfego e crescimento da Ignição Digital e Klickpages liderando pessoalmente mais de R$ 4 milhões de reais em investimento em tráfego nos últimos 12 meses com ROI acima de 300%.